RN registra a primeira morte confirmada por coronavírus; vítima é professor da UERN

29/03/2020

Vítima tinha histórico de diabetes e teve contato com caso suspeito

Professor Luiz di Souza, de 61 anos, morreu neste sábado (28) em razão de complicações causadas pela infecção do novo coronavírus

Oprofessor do departamento de química da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Luiz di Souza, de 61 anos, morreu neste sábado (28) em razão de complicações causada pela infecção do novo coronavírus. Esta é a primeira morte confirmada pela covid-19 no Estado.

A confirmação da morte foi feita pela Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria de Saúde de Mossoró. O professor universitário tinha histórico de diabetes e teve contato com caso suspeito.

O paciente deu entrada em um hospital privado na cidade de Mossoró no dia 21 de março. Na última sexta-feira (27), ele teve a confirmação que estava com a covid-19. Após piora do quadro clínico, o professor universitário morreu na noite deste sábado.

Luiz Di Souza trabalhou por 20 anos como professor da UERN. Em nota, a instituição agradeceu "sua dedicação e o relevante trabalho em todos esses anos" e decretou luto oficial com hasteamento da bandeira a meio mastro. A nota afirma que, "devido aos riscos da doença, não haverá velório".

Em nota oficial, o Governo do RN e a Prefeitura de Mossoró se solidarizam com a família e desejam força para superar esse difícil momento.

O Rio Grande do Norte ainda investiga os casos de suspeita de morte por coronavírus - são dois casos em Assu e outro em Parnamirim.

Número de casos

O Rio Grande do Norte passa a ter 45 casos de pessoas com o novo coronavírus, de acordo com boletim divulgado pelo Governo Estadual, neste sábado (28). As cidades com casos confirmados são Natal (22), Mossoró (14), Parnamirim (6), Macaíba (1), Monte Alegre (1) e Passa e Fica (1). Agora RN.

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MP pede fim de bloqueio na entrada de Sagi feito por moradores da comunidade por causa do coronavírus

28/03/2020

Bloqueio

Por G1 RN

Barreira montada pelos moradores em Sagi — Foto: Cedida

Barreira montada pelos moradores em Sagi — Foto: Cedida

O Ministério Público pediu para que o bloqueio montado por moradores na entrada da comunidade de Sagi, no litoral Sul potiguar, seja desmontado. A população resolveu fazer a barreira por conta própria na segunda-feira (23), para evitar a entrada de pessoas na localidade e impedir a propagação do novo coronavírus. Para o MP, a medida não serve de garantia para proteção contra o vírus.

A barreira com placas informativas, cones de trânsito, galhos de árvores, tonéis e uma barraca foi improvisada na entrada da comunidade no início da semana para impedir a passagem de turistas. Os moradores se dividiram em grupos e se revezavam 24 horas no local.

No entanto, a estrutura já foi desmontada, após o pedido do Ministério Público. Segundo a Associação de Moradores de Sagi, os membros da comunidade ainda se mantém no local, mas para orientar quantos à prevenção ao vírus.

“Esse pedido no pedido público foi um banho de água fria. Como é que vai ficar a nossa cidade, sem o menor respaldo? Mesmo porque somos uma praia turística e estamos a mercê de entrar qualquer pessoa. Não temos apoio do poder público”, reclama Maria da Conceição Cardoso, presidente da Associação.

 

De acordo com ela, Sagi tem hoje cerca de 800 habitantes e a maioria dessa população é de idosos. “Quem vai nos respaldar? Continuamos aqui, mas orientando as pessoas. Só que, infelizmente, uns respeitam e outros não”.

Sagi faz parte do município de Baía Formosa. No dia 21 o prefeito da cidade publicou um decreto determinando a proibição da entrada de transportes turísticos por meio. Moradores e prestadores de serviços essenciais podem entrar livremente no município. Em Baía Formosa, a barreira na entrada da cidade é feita por bombeiros civis, mas eles não proíbem a entrada de ninguém, apenas orientam.

Na mesma portaria, o Ministério Público também orientou que o Município retire do decreto quaisquer artigos que “deem ensejo a bloqueios generalizados de acesso ao território do Município de Baía Formosa”.

“Uma pessoa infectada aqui na nossa comunidade, todos estarão infectados. E quem vai nos ajudar? Aqui é precário demais. Tudo para nós é difícil, até o acesso (à comunidade). Somos esquecidos, a gente não tem suporte de nada aqui”, alega Maria da Conceição.

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Pescador captura peixe de 35kg na barragem de Umari, em Upanema; VEJA VÍDEO

28/03/2020

Espécie capturada - um tambaqui - é comum na Bacia Amazônica

 

Um pescador capturou, nesta sexta-feira (27), um peixe da espécie tambaqui, com 35 kg, na Barragem de Umari, em Upanema, município do Oeste potiguar (veja vídeo acima).

Julião, o responsável pelo feito, fez uma verdadeira festa na comunidade do Morcego, onde mora, após retirar o peixe da barragem. Os moradores do pequeno distrito chegavam a todo momento para conferir o tamanho do animal e fazer fotos.

Sobre a espécie

O tambaqui, também conhecido como pacu vermelho, é um peixe de escamas que geralmente possui coloração parda na metade superior e preta na parte inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água.

O peixe pode atingir cerca de 110cm de comprimento. É comumente encontrado na Bacia Amazônica.

Fonte Agora RN.

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Juíza manda Bolsonaro suspender campanha ‘O Brasil Não Pode Parar’

28/03/2020

País registra 3.417 casos confirmados e 97 mortes de covid-19 em um mês de pandemia

Campanha defende a flexibilização do isolamento para um modelo 'vertical'

Ajuíza plantonista Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e ordenou a União a suspender a campanha 'O Brasil Não Pode Parar', que prega o fim do isolamento social e a reabertura do comércio.

A decisão manda o Planalto a se abster de veicular por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio físico ou digital as peças publicitárias da campanha ou qualquer outra mensagem que sugira à população "comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório conhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública".

"O descumprimento da ordem está sujeito à multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) por infração", determina a magistrada.

A campanha 'O Brasil Não Pode Parar' defende a flexibilização do isolamento para um modelo "vertical", na qual apenas idosos e pessoas do grupo de risco do novo coronavírus ficam em casa.

A iniciativa é parte de estratégia de comunicação do Planalto iniciada com o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, na última terça, 24, na qual defendeu que o restante da população volte a transitar livremente, reabrindo o comércio

A proposta vai na contra-mão de recomendação de órgãos de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda a quarentena e o isolamento social como medidas de prevenção ao novo coronavírus. No Brasil, já foram registrados 3.417 casos confirmados de covid-19 e 97 mortes em apenas um mês da pandemia

Os números, no entanto, podem ser ainda maiores, visto que o universo apresentado pelo Ministério da Saúde engloba somente quem foi testado para a doença - no Brasil, apenas casos graves passam pelo teste para coronavírus.

O Ministério Público Federal apresentou ação civil pública contra a União após as primeiras publicações da campanha 'O Brasil Não Pode Parar' serem divulgadas nos perfis oficiais do governo - que afirmou se tratar de conteúdo de "caráter experimental".

Na ação, os procuradores afirmam que "está demonstrado com solidez que a campanha veicula publicidade enganosa, violadora do caráter meramente informacional imposto pela Constituição Federal, ao difundir, sem evidências científicas sólidas e em desconformidade com o consenso técnico e as recomendações internacionais sobre a matéria, a desnecessidade de medidas de isolamento social abrangente ('horizontal') para administração da intensidade do contágio pelo coronavírus".

"Dessa forma, é imprescindível que a referida campanha seja cessada e uma divulgação de nota oficial esclarecendo que a mesma não está cientificamente apoiada e desaconselhando a população a aderir à sua mensagem", afirma a Procuradoria.

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RN confirma mais 17 casos de coronavírus e número de infectados sobe para 45

28/03/2020

Cidades com casos confirmados são Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba, Monte Alegre e Passa e Fica

Boletim epidemiológico completo ainda será divulgado no decorrer deste sábado (28)

ORio Grande do Norte passa a ter 45 casos de pessoas com o novo coronavírus, de acordo com boletim divulgado pelo Governo Estadual, neste sábado (28). As cidades com casos confirmados são Natal (22), Mossoró (14), Parnamirim (6), Macaíba (1), Monte Alegre (1) e Passa e Fica (1).

O boletim epidemiológico completo, incluindo números atualizados de casos suspeitos, descartados e em investigação, ainda será divulgado no decorrer deste sábado. Agora RN.

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Barragem de Pau dos Ferros recebe água após chuvas recentes

28/03/2020

Barragem aumenta Nível de Agua

No início do mês de março, praticamente não tinha água. Mas as últimas chuvas foram generosas e a Barragem de Pau dos Ferros começa a receber água.

Números:

– Cota: 96.55;

– Volume: 11.971.370 m³

– 21,83% às 7h28 do dia 28/03/2020.

fonte Blog do BG.

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Estados Unidos têm 100 mil casos confirmados de coronavírus

28/03/2020

Covid-19

Foto: Andrew Kelly/Reuters

Os casos confirmados de coronavírus nos Estados Unidos chegam a 100.040, o maior número registrado no mundo, segundo contagem da agência de notícias Reuters.

A Itália vem na sequência, com 86.498 casos, e a China ocupa a terceira posição, com 81.340 infecções confirmadas.

Agência Reuters

 

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Bolsonaro anuncia que Anvisa aprovou novos testes para covid-19

28/03/2020

Novos Testes São Aprovados.

Imagem: reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para anunciar na manhã deste sábado, 28, que a Anvisa aprovou três novos testes que permitirão a detecção do coronavírus. Agora, já são 11 o número testes aprovados pela agência.

Blog do BG.

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Sob pressão, fábrica de ventiladores pulmonares é invadida na Grande SP

28/03/2020

Sob Pressão

 

Foto: Stephane Mahe/Reuters

A Magnamed, fabricante paulista de ventiladores pulmonares, um dos equipamentos mais necessários em meio à pandemia do coronavírus, foi invadida na tarde desta sexta-feira. Acompanhado de funcionários da guarda municipal, o vice-prefeito e secretário de segurança pública de Cotia, Almir Rodrigues, entrou na fábrica da companhia e, segundo a Magnamed, levou 35 ventiladores pulmonares já vendidos e ainda não testados.

Em nota, A Magnamed afirmou que os equipamentos não estão prontos para entrar em operação. “Colocá-los [os equipamentos] em funcionamento significa por em risco os pacientes que, porventura, forem tratados em UTIs que possuam esses ventiladores”, disse a empresa.

A prefeitura afirmou que a ação foi amparada em decisão judicial que garante o fornecimento dos equipamentos para estado e município. Diz ainda que tentou, sem sucesso, contatar a empresa.

Segundo o Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos e da Justiça de Cotia, Victor Marques, profissionais de engenharia da Magnamed que estavam presentes no momento do confisco disseram que os aparelhos estavam aptos para uso. Ainda segundo Marques, o município vai pagar os respiradores à empresa.

O episódio revela uma crescente pressão política sobre a Magnamed, uma das mais tradicionais fabricantes de equipamentos médicos do país, com equipamentos exportados para 40 países. A companhia foi fundada por um trio de engenheiros filhos e netos de imigrantes japoneses — Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo — e tem como investidores os fundos KPTL e Vox. A expectativa era faturar 58 milhões de reais em 2020, com 60% da receita vinda de dentro do Brasil — números que devem crescer agora com a crise de saúde no país.

Em outros países, como a Espanha, hospitais privados e fabricantes de equipamentos médicos chegaram a ser estatizados para garantir a oferta no período de crise. Os sócios da Magnamed vem buscando uma forma de expandir a produção com a injeção de recursos. Estão levantando um pacote de 100 milhões de reais para aumentar a produção a ponto de poder fornecer metade dos ventiladores necessários para o país durante a emergência.

Entre o grupo de empresas que se uniram para viabilizar a produção estão, segundo EXAME apurou o grupo Suzano e as fabricantes de eletrônicos Flex e Positivo.

Exame

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Senado votará na segunda auxílio de R$ 600 para trabalhadores

28/03/2020

Benefício é destinado a autônomos, informais e sem renda fixa

Congresso Nacional

O Senado votará na próxima segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confirmou a votação para o início da próxima semana em postagem no Twitter.

Davi Alcolumbre
 
@davialcolumbre
 
 

Diante da importância e necessidade do repasse de R$ 600 a R$ 1.200, por 3 meses, aos trabalhadores autônomos, o @SenadoFederal cumprirá o seu papel em nome do povo brasileiro e votará o projeto na próxima segunda-feira (30), por meio da votação a distância.

 

 

 

Alcolumbre está se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem presidido as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Horas antes, pela manhã, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

 

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e o líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se manifestaram favoráveis à votação e sua aprovação. Além deles, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Esperidião Amin (PP-SC) também se manifestaram favoráveis.

 

O auxílio, que foi aprovado na Câmara dos Deputados ontem (26),  é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

Agencia Brasil.

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Coronavírus: Escolas públicas e privadas do RN pedem aulas suspensas por mais 30 dias

28/03/2020

Solicitação foi realizada após reunião entre secretários de educação e entidades do setor, nesta sexta-feira (27). Medida depende de decisão e decreto d

Por G1 RN

Aulas estão suspensas no RN desde o dia 18 de março.  — Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi

Aulas estão suspensas no RN desde o dia 18 de março. — Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi

 

Escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte solicitaram a prorrogação da quarentena determinada pelo governo, com suspensão das aulas por mais 30 dias. O motivo é a pandemia do novo coronavírus - Covid-19 - que tinha 28 casos confirmados e mais de 1,1 mil suspeitos no estado, até esta sexta-feira (27). Cerca de 1 milhão de estudantes estão sem ir à escola desde o dia 18 de março.

O assunto foi tema de uma reunião entre a Secretaria Estadual de Educação, o Conselho Estadual de Educação, a União dos Dirigentes Municipais de Ensino, Secretaria Municipal de Educação de Natal e o Sindicato das Escolas Particulares do RN, realizada nesta sexta-feira (27).

 

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou a deliberação, mas ressaltou que a decisão sobre a prorrogação ou não da quarentena será definida pela governadora Fátima Bezerra (PT). Se confirmada, um novo decreto deverá ser publicado.

Inicialmente, o estado decretou suspensão das aulas por 15 dias, até o dia 2 de abril. Caso haja um novo decreto, seguindo o pedido, a suspensão poderá seguir até 3 de maio. Porém os gestores também sugeriram que reuniões semanais deveriam avaliar a situação a fim de que as aulas fossem retomadas antes do prazo, caso fosse considerado possível.

"Esse pedido justifica-se pela finalização do prazo de 15 dias (...) e em razão do momento de crise sanitária, que ainda exige medidas de isolamento social, de prevenção e de proteção da população do Estado, em especial dos profissionais da educação, estudantes e suas famílias, que representam milhões de pessoas, cujas medidas de isolamento social são fundamentais para evitar a evolução da pandemia causada pelo COVID-19", afirmaram as entidades.

De acordo com o governo, o estado conta com cerca de 1 milhão de alunos, praticamente um terço da população potiguar. São aproximadamente 220 mil da rede estadual, 600 mil da municipal e cerca de 170 mil na rede privada. No caso da escolas particulares, parte delas continua dando aulas através de meios eletrônicos.

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Pacientes com doenças crônicas precisam de atenção especial

27/03/2020

Com epidemia de coronavírus, muitos precisam sair para tratamentos

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Em meio ao isolamento social determinado para evitar a disseminação do novo coronavírus, como ficam os pacientes oncológicos, que são submetidos à radioterapia e quimioterapia fora de suas residências, e os pacientes renais crônicos, que também precisam sair de casa para fazer hemodiálise, geralmente três vezes na semana, com duração de três a quatro horas por sessão?

De acordo com o médico Gelcio Mendes, titular da Coordenação de Assistência (Coas) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, os primeiros cuidados que a instituição está tendo com os pacientes oncológicos são as medidas gerais para evitar a disseminação do vírus. Entre elas, isolamento social, lavagem frequente das mãos, etiqueta de espirro.

Gelcio Mendes esclareceu hoje (27), em entrevista à Agência Brasil, que seguindo as recomendações das agências internacionais e dos grandes centros de tratamento de câncer em todo o mundo, o grupo de médicos do Inca está evitando tratamentos que detenham uma maior depressão da imunidade, em especial nos pacientes mais frágeis. “A gente tem tentado ser cada vez mais criterioso no Inca, no sentido de poupar pacientes com menores chances frente à quimioterapia de receber esses tratamentos imunodepressores”.

Higienização

Por outro lado, o Inca está mantendo os tratamentos com proposta de cura e os tratamentos nos pacientes que apresentam melhor estado geral. “Nos pacientes que estão com bom estado geral, com as funções orgânicas excelentes, nós temos mantido os tratamentos, tanto de quimioterapia, como de radioterapia”. Gelcio Mendes explicou que, na radioterapia, o Inca adotou algumas medidas de higienização adicional do equipamento utilizado. 

O Inca está adiando consultas de acompanhamento e de controle, “na lógica de deixar os ambientes hospitalares mais vazios e diminuir o risco de contágio entre as pessoas”. Consultas que possam ser feitas daqui a dois ou três meses, o instituto está adiando.

Em relação às cirurgias, o Inca está tentando manter, até o momento, os procedimentos cirúrgicos programados, mas está evitando aqueles procedimentos muito agressivos que demandam UTI no pós-operatório, porque já está prevendo que, em algum momento, esses leitos de UTI possam ser requisitados para o tratamento de pacientes com a covid-19. “A gente está sendo bastante criterioso nesse sentido”.

Mendes explicou que, ao mesmo tempo, procedimentos que necessitam de reconstrução, como no caso de câncer de mama após uma mastectomia, e a reversão da colostomia, estão sendo remarcados porque, se não forem feitos agora, mas daqui a alguns meses, o paciente não tem nenhum prejuízo do ponto de vista do funcionamento do organismo.

Já os pacientes que estão sendo submetidos à quimioterapia e à radioterapia não devem suspender o tratamento. “Até porque o câncer não espera. Suspender o tratamento por três meses, por exemplo, significa estar retirando daquele paciente oportunidades de ter um bom resultado desse tratamento. Nós estamos trabalhando com essa lógica”. O coordenador de Assistência do Inca disse que as equipes da instituição, compostas de cirurgiões oncológicos, radioterapeutas, infectologistas, estão constantemente monitorando o que está acontecendo na sociedade, de modo a intervir o quanto antes se, em algum momento, a equipe perceber que não consegue manter a segurança do paciente, porque isso significa que é preciso mudar o rumo adotado.

Pacientes terminais

Para os pacientes cujo quadro não é positivo, o que se torna mais evidente em oncologia, Gelcio Mendes afirmou que os tratamentos têm uma taxa de sucesso, ou seja, um percentual das pessoas pode ter um bom resultado, e outro pode ter complicações. “Muitas vezes, esses percentuais são muito próximos. Ou seja, quem efetivamente se beneficia do tratamento e quem, efetivamente, pode ter efeitos colaterais mais graves, mais sérios”.

No momento, o Inca está tentando limitar ao máximo o tratamento naqueles indivíduos cuja probabilidade de benefícios é menor e a probabilidade de complicações, de efeitos colaterais, é maior. Nesses pacientes, Gelcio Mendes admitiu que há risco de a doença avançar.”Geralmente é uma minoria de pacientes para os quais o instituto vem tentando naturalmente diminuir a oferta de tratamento que tem pouca ou nenhuma eficácia. Os pacientes terminais, chamados pacientes com cuidados paliativos, merecem todo o tratamento que inclui remédio para dor, oxigênio, terapia, fisioterapia. Toda essa linha de cuidado é mantida, mas são pacientes que já não devem receber nem quimioterapia, nem radioterapia, nem cirurgia. “Mas são pacientes do Inca como todos os outros”, ressaltou o médico;

Indagado quanto ao risco de contrair a covid-19 pacientes que têm de sair de suas casas para se submeter a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, durante a quarentena imposta pelas autoridades em razão do novo coronavírus, o coordenador de Assistência afirmou que o risco de pegar o vírus existe, embora já esteja se observando nas cidades e nas ruas uma grande diminuição do trânsito de pessoas. Por isso, o instituto tem recomendado a estratégia da etiqueta do espirro, da lavagem das mãos e, em alguns pacientes, o uso de máscaras cirúrgicas que não protegem 100%, mas diminuem o risco de contrair doenças.

Gelcio Mendes informou que a população pode conhecer mais as ações que vêm sendo tomadas pelo Inca na página do instituto na internet (www.inca.gov.br), com orientações para os pacientes e com informações de qualidade e sempre atualizadas e acessíveis para a comunidade.

Renais crônicos

O presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Marcelo Mazza, disse à Agência Brasil que os pacientes que fazem diálise e hemodiálise não têm a possibilidade de se isolarem socialmente, como recomendam as autoridades sanitárias e de governo, porque têm de ir três vezes por semana a uma unidade de hemodiálise e fazer seu tratamento. “Esse deslocamento, essa saída, faz com que esses pacientes sejam mais expostos ao vírus”, comentou. Diálise é a técnica que visa suplementar as falhas da função renal de certos indivíduos que não conseguem eliminar água e produtos de excreção do sangue, Hemodiálise é um processo no qual uma máquina limpa e filtra o sangue do paciente renal, fazendo o trabalho que um rim doente não consegue fazer.

Mazza informou que quando se teve notícia do segundo óbito no país pelo novo coronavírus, a SBN se antecipou e divulgou um posicionamento sobre a ida desses pacientes aos centros de hemodiálise. “Pacientes com febre e sintomas respiratórios que lembrem infecção pelo coronavírus devem entrar em contato com a clínica. Lá, vai ser feita uma triagem com relação a isso e, se esse paciente é suspeito, medidas vão ser tomadas do ponto de vista clínico, sobre se ele vai continuar seu tratamento na clínica ou, se tiver sinais que impliquem em internamento, ele será internado”. Mazza destacou que existem medidas a serem tomadas também dentro da clínica, para evitar contaminação para a equipe e para outros pacientes.

Sobrevida

O presidente da SBN deixou claro que os pacientes renais crônicos têm que fazer o tratamento durante a quarentena, para garantir sobrevida. A disponibilização dos tubos capilares e dos equipamentos de proteção individual depende de auxílio das autoridades, entre as quais o Ministério da Saúde, no sentido de prover financiamento e os recursos para que as unidades de saúde possam se adaptar, principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o número de casos tem aumentado, afirmou Marcelo Mazza.

Segundo ele, os pacientes necessitam fazer o tratamento, ou seja, “eles não sobrevivem se não forem à hemodiálise fazer esse tratamento pelo menos três vezes por semana. Essa é a preocupação da SBN, de alertar que eles não podem ficar em casa. Eles necessitam realizar esse tratamento”. Uma sessão de hemodiálise dura em torno de três a quatro horas.

Mazza informou que a maioria dos pacientes fazem hemodiálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Precisam pegar um transporte que, muitas vezes, é cedido pelas secretarias municipais de saúde, e vão em grupos para as unidades de diálise. Muitos, inclusive, gastam um dia inteiro entre ir para a clínica e retornar à sua casa, incluindo as horas do tratamento.

A SBN já endereçou documento ao Ministério da Saúde e aos parlamentares, no sentido de alertar que devem olhar para essa população com mais atenção porque essas pessoas não têm como ficar em casa. “Vão na contramão das orientações e estão sob um risco maior. São, na sua maioria, diabéticos, pacientes já idosos, mas têm que fazer seu tratamento”.

Atualmente, mais de 130 mil brasileiros fazem hemodiálise em todo o país. Marcelo Mazza informou ainda que houve elevação dos preços dos insumos relacionados à diálise “Esses pacientes que fazem diálise precisam de medicamentos que evitem a coagulação do sangue, luvas, gases. Isso também teve um aumento quase estratosférico. São mais despesas, na verdade, que estão relacionadas ao procedimento e a uma diálise que está subfinanciada”. Lembrou ainda que nessa situação de pandemia de coronavírus, há uma população altamente suscetível a desenvolver essa doença, que são os pacientes renais crônicos. Agencia Brasil.

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Governo destina R$ 3,6 mi para assistência de moradores de rua e da periferia nos 167 municípios do RN

27/03/2020

Dinheiro será distribuído em três parcelas aos municípios e deve servir para compra e distribuição de cestas básicas e produtos de higiene durante pandem

Por G1 RN

Prédio da Governadoria do RN — Foto: Thyago Macedo

Prédio da Governadoria do RN — Foto: Thyago Macedo

O Governo do RN anunciou nesta sexta-feira (27) que vai destinar R$ 3,6 milhões para reforçar a rede de assistência social dos 167 municípios do estado durante o período de pandemia do novo coronavírus. Segundo o Executivo, o objetivo desse investimento é garantir o sustento mínimo - como alimentação e higiene básica - e a proteção à população mais vulnerável.

O investimento, que será feito em três parcelas ao município, é para que as cidades possam atender as necessidades básicas, como forma de garantir as condições básicas de sobrevivência aos mais pobres, em especial no que diz respeito a alimentação.

Com o estado de calamidade pública decretado, o Executivo poderá iniciar o repasse da verba aos municípios de forma imediata. Segundo o Executivo, os R$ 3,6 milhões destinados devem ser utilizados principalmente para aquisição e distribuição de cestas básicas.

A intenção do governo é, dessa forma, reforçar as ações das prefeituras para a proteção às populações em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua, refugiados e moradores de periferias urbanas.

A maior parte da verba será dividida para os municípios com mais de 50 mil habitantes e que possuam população de rua, refugiados e sem teto para o atendimento, acolhimento e cuidados básicos de alimentação.

Deve ocorrer ainda a distribuição de materiais descartáveis, como talheres, pratos e garrafas, além de kits de higiene pessoal, com sabonete líquido, máscara, álcool gel, escova de dente, creme dental e absorvente entre a população beneficiada. Isso visa beneficiar o compartilhamento de materiais e conter a disseminação do vírus, e eventualmente o pagamento de aluguel social.

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Azul suspende todos os voos para o RN até 30 de abril

27/03/2020

Decisão se dá por conta das medidas de prevenção ao coronavírus, que 'limitam significativamente a mobilidade de clientes, tripulantes e parceiros'.

Por G1 RN

Azul vai operar em 27 cidades neste período — Foto: Divulgação

Azul vai operar em 27 cidades neste período — Foto: Divulgação

A Azul Linhas Aéreas comunicou nesta sexta-feira (27) que os todos os voos para o Rio Grande do Norte estão suspensos até o dia 30 de abril. Os cancelamentos atingem os aeroportos de Natal e de Mossoró.

A empresa informou que os cancelamentos acontecem "em função das medidas de contenção e quarentena (por conta do novo coronavírus) que estão sendo implementadas em todo o país e que limitam significativamente a mobilidade de clientes, tripulantes e parceiros". Por isso, a empresa reduziu a sua capacidade de atuação em cerca de 90% até o dia 30 de abril.

Neste período, a empresa vai operar de maneira reduzida, com 70 voos diários para 27 cidades: Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Belém (PA), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fernando de Noronha (PE), Fort Lauderdale (EUA), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Juazeiro do Norte (CE), Manaus (AM), Montes Claros (MG), Orlando (EUA), Palmas (TO), Petrolina (PE), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro - Santos Dumont (RJ), São Luís (MA), Salvador (BA), Tefé (AM), Tabatinga (AM), Uberlândia (MG) e Vitória (ES).

Segundo a Azul, os clientes que tinham voos marcados para esse período estão sendo contatados. Eles vão poder remarcar ou deixar o valor gasto como crédito para outros voos com a empresa.

De acordo com a Azul, clientes com voos domésticos até 30 de novembro de 2020 podem:

  • Alterar a viagem, sem taxas, mas com a cobrança da diferença tarifária, podendo mudar o voo para até 30 de novembro de 2020;
  • Cancelar a viagem, deixando o valor como crédito para outros voos com a Azul, sem a aplicação de taxas por esse cancelamento;
  • Clientes prejudicados pelas alterações e que optem pelo reembolso poderão receber o valor em 12 meses, de acordo com a Medida Provisória 925;
  • Clientes não prejudicados pelas alterações, mas que optem pelo reembolso, estarão sujeitos às taxas vigentes em contrato e só receberão o valor em 12 meses, de acordo com a Medida Provisória 925.

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Polícia Civil fecha fábrica clandestina de álcool em gel em Currais Novos

27/03/2020

Durante a fabricação do produto, o homem estaria utilizando gel de cabelo, álcool e outros

Fábrica funcionava no quintal da casa do professor de química da rede estadual

Policiais civis da Delegacia Municipal de Currais Novos fecharam, nesta sexta-feira (27), uma fábrica clandestina de álcool em gel, no município de Currais Novos, localizado no Seridó Potiguar. De acordo com investigações, o responsável pelo local seria um professor de química da rede estadual. Durante a fabricação do produto, ele estaria utilizando gel de cabelo, álcool e outros produtos.

A fábrica funcionava no quintal da casa do professor. Diligências foram realizadas no local, após um chamado da vigilância sanitária municipal. O suspeito não se encontrava no ambiente no momento da ação policial, tendo se apresentado à delegacia no dia seguinte, acompanhado de um advogado. Segundo o delegado Paulo Ferreira, titular da delegacia de Currais Novos, o produto era vendido no comércio da cidade, inclusive para farmácias.

Em depoimento, o suspeito contou que repassava por R$ 10 cada 500 ml da solução, a qual, segundo sua versão, teria concentração de 70% e serviria para higienizar as mãos e objetos. Todo o material encontrado no local foi apreendido. O delegado afirmou que as amostras encontradas na fábrica clandestina serão analisadas pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).

O suspeito será investigado pelos crimes de falsificação e produção de substâncias terapêuticas ou medicinais sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com pena de 10 a 15 anos de prisão, em caso de condenação, e ainda pelo crime ambiental de produzir substâncias que causem danos à saúde humana também sem autorização da Anvisa.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, através do Disque Denúncia 181. Agora RN.

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RN tem quatro mortes em investigação por suspeita de covid-19, aponta Sesap

27/03/2020

Das quatro mortes em investigação, segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), três casos foram registrados em Açu e outro caso em Parnamirim

Osecretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia, disse que 4 mortes estão sendo investigadas como suspeitas de terem sido provocados pela covid-19. Oficialmente, até o momento, não foram registrados óbitos de pessoas que contraíram o novo coronavírus.

Das quatro mortes em investigação, segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), três casos foram registrados em Açu e outro caso em Parnamirim.

A morte investigada em Parnamirim é de Maria Robervânia de Carvalho Gomes, de 47 anos. Ela faleceu no último dia 19, após buscar atendimento  para falta de ar, tosse e febre (sintomas do covid-19), na Unidade de Ponto Atendimento (UPA) Nova Esperança. Ela não constava nas listas de casos suspeitos ou confirmados de contágio pelo novo coronavírus.

Até esta sexta-feira (27), segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra 77 mortes confirmadas por covid-19.

Agora RN.

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Brasil tem 92 mortes e 3.417 casos confirmados do novo coronavírus

27/03/2020

Novo balanço teve acréscimo de 15 mortes: eram 77 nesta quinta (26)

São Paulo concentra 1.223 casos, e o Rio, 493

OMinistério da Saúde divulgou na tarde desta sexta-feira (27) o mais recente balanço sobre o avanço do coronavírus no Brasil. Já são 92 mortes e 3.417 casos confirmados do novo vírus no país.

O balanço teve o acréscimo de 15 mortes: eram 77 até esta quinta (26). A taxa de letalidade atualizada é de 2,7%. São Paulo concentra 1.223 casos, e o Rio, 493.

Em relação às mortes, o aumento foi de 19%, e de 17% em relação aos casos do dia anterior.

Agora RN.

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Governo fixa medidas para garantir a segurança alimentar da população

27/03/2020

Ações consideram calamidade causada pelo coronavírus em todo o país

Sessenta pessoas participaram do mutirão da colheita de arroz, na comunidade do quilombo Morro Seco.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento editou portaria, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27), que trata de medidas essenciais para garantir o pleno funcionamento das cadeias produtivas de alimentos e bebidas, assegurando o abastecimento e a segurança alimentar da população, durante o estado de calamidade pública decorrente da pandemia do novo coronavírus (covid-19). As medidas foram definidas conforme o  Decreto n.º 10.282/2020.

De acordo com o decreto, as atividades essenciais são aquelas "indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim considerados aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”.

Detalhamento

O documento estabelece, entre outras medidas, a manutenção do transporte coletivo ou individual de funcionários dos setores produtivos de alimentos e bebidas, que deverá ser realizado por empresas de transporte público ou privado; o transporte e entrega de cargas em geral; produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados, e o funcionamento das oficinas mecânicas e borracharias, para o suporte de transporte de carga de serviços essenciais nas estradas e rodovias.

A portaria lista também, como serviços e atividades essenciais para a segurança alimentar as operações dos portos, entrepostos, ferrovias e rodovias, municipais, estaduais e federais para escoamento e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários; o trabalho nos postos de gasolina, restaurantes, lojas de conveniência; e a manutenção de locais para pouso e higiene, com infraestrutura mínima para caminhoneiros e para o tráfego de caminhões ao longo de estradas e rodovias de todo o país. Agwencia Brasil.

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Dupla morre após troca de tiros com a PM na Grande Natal

27/03/2020

Confronto foi registrado em São Gonçalo do Amarante, na noite de quinta-feira (26).

Por G1 RN

Um homem e um adolescente morreram após troca de tiros com a Polícia Militar, na cidade de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana Natal. A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira (26), no bairro Golandim.

Segundo a PM, uma viatura foi acionada para denunciar o roubo de um carro e durante o patrulhamento, um grupo de cinco suspeitos abriu fogo contra os policiais. Os PMs revidaram os disparos e atingiram Janailson França Oliveira da Silva, de 20 anos, e André Cruz Leones, de 17 anos.

Os dois foram socorridos ao Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Com a dupla foram apreendidas dois revólveres e nove munições, material que foi encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil.

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Lacen muda procedimento para acelerar testes de coronavírus; capacidade é de 96 por dia

27/03/2020

Além da unidade, dois laboratórios da UFRN passaram a realizar testes para o Covid-19 no Rio Grande do Norte.

 Inter TV Cabugi e G1 RN

Laboratório Central do Rio Grande do Norte tem capacidade atual de fazer 96 testes diários para o novo coronavírus - Covid-19.  — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

Laboratório Central do Rio Grande do Norte tem capacidade atual de fazer 96 testes diários para o novo coronavírus - Covid-19. — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

No Laboratório Central do Rio Grande do Norte (Lacen) não para de chegar amostras para o teste do novo coronavírus (Covid-19) desde a última sexta-feira (20). Foi quando as análises passaram a ser feitas em solo potiguar. Antes, eram enviadas ao Pará. Mudanças de procedimentos ampliaram a capacidade de testes diários, de pouco mais de 20 para 96. E nesta quinta-feira (26), uma alteração no procedimento passou a diminuir o tempo de espera pelos resultados.

 

Até então, todas as amostras colhidas de pacientes com suspeita de coronavírus eram submetidas a testes para gripe (Influenza), além de outras doenças. Só quando o resultado dava negativo para todas elas, a amostra era submetida ao teste para o Covid-19. Agora, são testadas direto para coronavírus. O prazo para o resultado sair é de até 72 horas.

Em uma sala do setor onde os exames são feitos, a reportagem não pôde entrar. É nela que as amostras são manipuladas.

Depois, o material segue para o M2000, uma máquina que já existia no Lacen, mas foi adaptada durante o fim de semana passado e conseguiu quadruplicar a capacidade dos exames, de 24 por dia para 96. O equipamento consegue separar de todo material biológico coletado da boca e do nariz do paciente somente aquilo que é útil para detectar a Covid-19.

Do M2000, esse material já separado é posto em outro equipamento: o termociclador. É daí que o resultado aparece na tela do computador.

Esse processo da sala de manipulação até o monitor, que mostra se o exame testou positivo ou não para o novo coronavírus, dura em torno de 10 horas. Mas quem tem material coletado espera até três dias pelo resultado. De acordo com a responsável pelo setor, a demora acontece por motivos diversos.

“O material de uma determinada pessoa vem do município dela. Então aí já temos a demora com o transporte. Aqui temos que listar o paciente, numerá-lo e cumprir todo um protocolo. Por isso esse tempo”, explicou Themis Rocha, coordenadora do setor biológico.

Esse tempo de espera chegou a ser maior, porque quando os exames começaram a ser feitos era preciso verificar outras doenças para só então, diante da ausência delas, testar o novo coronavírus.

“A gente fazia o teste para a influenza. Se desse negativo, fazíamos para outros problemas virais respiratórios. E aí, dando negativo novamente, fazíamos a análise para a Covid-19. Ou seja, demorava ainda mais”, contou.

O trabalho no Lacen se intensificou desde que os primeiros casos suspeitos começaram a aparecer no estado. E a perspectiva é de que o ritmo acelerado dure mais. “Estamos trabalhando de domingo a domingo, 15 horas por dia. Às vezes, sinto falta até de um reconhecimento por esse esforço. estamos dando o máximo”, disse Themis Rocha.

UFRN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) começou a realizar testes para detecção do novo coronavírus - o Covid-19 - em pacientes do estado, na quarta-feira (25). De acordo com a instituição, foram comprados kits para realização de três mil exames com recursos próprios e do Instituto de Medicina Tropical (IMT).

"Seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, todas as amostras estão sendo coletadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Lacen/RN) e, em seguida, testadas no IMT e no Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (Dact)", informou a instituição. 

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