Dois dias das eleições, os candidatos ao governo do estado tentam se desqualificar e contrapõem os apoios, de um lado, de Lula e, de outro, Jair Bolsonaro - 26/10/2018

Fátima Bezerra e Carlos Eduardo fazem o último confronto pela TV

Conforme a ordem dos sorteios, cada candidato formulou duas perguntas e respondeu a outras duas em cada uma das etapas

No último confronto em debate na TV entre os candidatos do governo do Rio Grande do Norte, realizado na noite desta quinta-feira,25, pela Interv Cabugi, Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo (PDT) voltaram a trocar acusações, num debate de estratégias para tentar vencer a eleição.

A exemplo do que aconteceu no primeiro turno, o encontro foi dividido pelos organizadores em quatro blocos, o primeiro e o terceiro com temas livres e o segundo e o quarto com perguntas e respostas sobre termas pré-determinados sorteados na hora.

Com a já tradicional mediação do jornalista Ari Peixoto, Fátima Bezerra tentou logo no início indispor Carlos Eduardo com o eleitorado feminino, acusando-o de tentar acabar com a Secretaria da Mulher e, num sinal de “negligência”, deslocar o Centro de Referência da Mulher da Zona Norte para o Centro da cidade, tirando o equipamento de uma área onde era mais necessária para outra menos necessária.

Em sua réplica e na tréplica de direito – o que fez sistematicamente durante todo o debate – Carlos Eduardo atribuiu à falta de experiência administrativa a formulação de perguntas sem procedência de sua oponente. E assumiu como iniciativa sua a criação do centro de Referência da Mulher, cuja experiência passou a ser estudada por outros municípios. Além disso, citou a quantidade de “secretárias” em suas gestões à frente da prefeitura de Natal para desmentir a adversária.

Conforme a ordem dos sorteios, cada candidato formulou duas perguntas e respondeu a outras duas em cada uma das etapas, seguindo sempre ordem do sorteio realizado antes do programa.

Cada um deles teve 30 segundos para perguntar, 1 minuto e 30 segundos para responder, um minuto e para a réplica e um minuto e para a tréplica.

A cada uma dessas oportunidades, novas acusações eram trocadas, revelando a estratégia de cada candidato.

Por exemplo, quando Carlos Eduardo perguntou à Fátima Bezerra simplesmente o que ela achava da candidatura de Jair Bolsonaro sem fazer qualquer comentário.

Sem responder de imediato, a candidata do PT afirmou que Bolsonaro não apoiou pessoalmente a candidatura de Carlos Eduardo e só depois, em nome da “coerência”, ratificou o nome de Fernando Haddad como o candidato dela. E acusou o adversário de tentar “colar” seu nome ao de Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas nacionais.

Foi lembrada por Carlos Eduardo que Bolsonaro, como norma, não apoiou abertamente nenhum candidato no País que não fosse de seu próprio partido para não se envolver diretamente nas disputas estaduais, mas que seu partido – o PSL – o apoia oficialmente no pleito deste domingo.

A mesma estratégia de desqualificação mutua continuou, desta vez usando a transposição do Rio São Francisco; Fátima Bezerra questionou o plano de governo do adversário nessa questão, que não trata da obra em si, mas fala em cobrar uma taxa sobre o uso dessa água para a agricultura. E, dentro desse mesmo tema, lembrou a iniciativa do ex-presidente Lula e da Caravana das Águas liderada por ela para desencadear as obras da transposição.

“A senhora foi deputada 12 anos e senadora quatro anos, o seu partido ficou 14 anos no poder e a transposição chegou a todo o Nordeste, até aqui na vizinha Paraíba, mas não chegou ao RN”, respondeu Carlos Eduardo para perguntar em seguida: “O que o Rio Grande do Norte fez para a senhora?”

Em muitas oportunidades, ambos os candidatos evitavam responder diretamente às perguntas para manter a mesma estratégica de desqualificar o oponente. Nesse jogo interminável, nem o ex-presidente Lula ou o candidato Jair Bolsonaro foram esquecidos.

Da parte da candidata do PT, o nome de Lula foi lembrado para afirmar que, como ela, o ex-presidente conhece a alma do sertanejado, como o contrapondo à sobra de Bolsonaro.

O resto do debate foi um pouco do mesmo, com Fátima Bezerra firmando sua posição de candidata que colocará um ponto final à oligarquia dos Alves e Carlos Eduardo se postando como aquele que colocará um ponto final no PT no estado, embora o partido nunca tenha governador o Rio Grande do Norte. Fonte Agora RN.

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Comentários

disse:

em 31/12/1969 - 09:12