General Araújo Lima, secretário-geral da legenda, não quis antecipar nomes, mas disse que “dá para cravar” que sigla vai buscar sucessão de Álvaro Dia - 11/02/2019

Dirigente do PSL confirma que partido de Bolsonaro terá candidato a prefeito de Natal

 

Secretário-geral do PSL no RN, general da reserva do Exército Araújo Lima

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, terá candidatura própria à Prefeitura do Natal nas eleições de 2020, informou o secretário-geral da legenda no Rio Grande do Norte, o general da reserva do Exército Araújo Lima. Em entrevista ao programa Manhã Agora, da Agora FM (97,9), nesta segunda-feira, 11, o dirigente afirmou que a formação da candidatura está na “fase de estudos”, mas que “dá para cravar” que a sigla vai apresentar um nome para suceder o atual prefeito, Álvaro Dias (MDB).

De acordo com o general, existe a possibilidade de o candidato a prefeito pelo partido ser um civil, a despeito de haver muitos militares filiados, assim como ele. “O PSL é constituído como um partido qualquer. A aproximação das pessoas acontece por simpatia. Nosso comitê é formado sim por militares, porém, temos vários civis, todos eles de formação variada e que participam bem das nossas atividades”, declarou Araújo Lima, salientando que o PSL tem dois vereadores em Natal – a professora Eleika Bezerra e o dentista Cícero Martins, ambos civis.

O partido tem, atualmente, sedes em nove municípios do Estado. Até o final desta semana, segundo o general Araújo Lima, serão inaugurados mais seis. “Estamos fazendo uma coisa muito focada na organização. Não basta chegar ao município, precisamos chegar bem. De uma maneira bastante organizada, pretendemos selecionar e capacitar melhor os nossos candidatos. Vamos capacitar inicialmente os diretórios para, depois, partir para a capacitação política e intelectual dos nossos candidatos”, emendou o dirigente.

O crescimento do PSL, motivado pela eleição de Bolsonaro para presidente, vai ensejar candidaturas próprias da legenda em vários municípios do Estado no ano que vem, quando serão eleitos novos prefeitos e vereadores no País. Em Natal, segundo o secretário-geral, “dá para cravar” que haverá candidato. “Já no interior, em alguns locais não teremos candidatos, mas teremos composição. Teremos alianças também para vereadores e até para vice-prefeito”, antecipou.

INDICAÇÃO DE CARGOS
Ainda em entrevista à Agora FM, o general Araújo Lima disse que o diretório potiguar do PSL já entregou a auxiliares do presidente Jair Bolsonaro uma lista com indicações para direção de órgãos no Rio Grande do Norte cuja nomeação cabe ao Governo Federal.

O secretário-geral não quis antecipar nomes, mas disse que as sugestões foram formuladas levando em conta um objetivo: “desaparelhar órgãos” que estariam há vários anos, segundo Araújo Lima, “com integrantes que não contribuíram o suficiente”. “Não há qualquer imposição para que esses nomes sejam aceitos. São apenas propostas”, assinalou o general, que acrescentou que não foram sugeridas a extinção ou fusão de cargos.

GOVERNO FÁTIMA
O secretário-geral do PSL falou também sobre a interlocução com a governadora potiguar, Fátima Bezerra (PT), filiada a um partido que faz oposição a Bolsonaro. Chefe de gabinete do deputado federal Girão Monteiro (PSL), Araújo Lima disse que o parlamentar tem buscado, “na medida do possível”, estabelecer contato com o novo governo estadual, “levando solicitações, propostas e reivindicações”.

O general declarou, contudo, que tem havido certa “falta de interesse” da nova gestão estadual em dialogar com a oposição. “Nosso partido está de portas abertas para que a gente possa interagir um pouco mais. Gostaria que essa interação fosse um pouco maior. Não tenho visto manifestação por parte do governo estadual. Temos propostas e projetos. Há, eu diria, uma falta de interesse”, completou.

Araújo Lima criticou, ainda, o que classificou como “falta de propostas” do novo governo para enfrentar a crise financeira. “Estamos perdendo tempo e indo muito lentamente em relação às medidas. O simples fato de declarar que estamos em situação de calamidade financeira não resolve o problema. Tem que apresentar proposta”.

“Nosso papel será o de ser uma oposição digna, compartilhando o que for de positivo para o Estado. Estamos elaborando projetos e propostas que poderiam, caso fosse possível, ser apresentadas ao Governo do Estado”, encerrou. Fonte Agora RN.

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Comentários

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em 31/12/1969 - 09:12