Negócios de crédito, de contabilidade e alimentação comandaram a retomada do setor no Rio Grande do Norte, já que cada dia mais elas dependem da tecnologia - 16/09/2019

Empresas de Tecnologia da Informação reagem depois de dois anos estagnadas

Instituto Metrópole Digital é berço para o surgimento de novas empresas de TI no RN

A Tecnologia da Informação (TI) é o destaque da nova pesquisa mensal do IBGE. Em julho, do crescimento geral de 0,8% do setor de serviços, os segmentos informação e comunicação obtiveram isoladamente uma alta de 1,8%.

No Rio Grande do Norte, onde esse segmento movimenta R$ 10 milhões/ano, segundo estimativas do setor, o crescimento recomeçou em 2018, depois de dois anos de estagnação produzida, em grande parte, pelo fechamento de empresas prestadores de serviço da Petrobras.

“Os anos de 2016/2017 foram muitos ruins, mas já a partir do ano passado as coisas começaram a melhorar”, diz Anderson Costa, diretor de suporte de uma das empresas de TI de Natal, fundada há mais de uma década.

Focada na manutenção de rede, segurança de dados, backup, suporte a usuários e monitoramento de dados para gestão dos negócios, a empresa registrou um crescimento de 20% no ano passado e no fechamento do primeiro semestre deste ano anotou um aumento de 28% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

Empresas de crédito, de contabilidade e alimentação comandaram a retomada do setor, segundo Anderson Costa, já que cada dia mais elas dependem da tecnologia para manter o sucesso de seus negócios.

Yuri Rebouças, sócio e diretor de uma empresa que há 17 anos se dedica a locação de equipamentos de informática (PCs notebooks, impressoras) e fornecimento de suprimentos, com uma carteira de 400 clientes nas mais diferentes áreas, confirma que os negócios melhoraram muito, especialmente este ano.

“Os desinvestimentos na Petrobras e a própria situação política e econômica do país fizeram muitas empresas a pisarem no freio ou fecharem, interrompendo dois anos de bons crescimentos registrados entre 2011 a 2013, com altas de 10% a 15%”, afirma. 

De acordo com os números do IBGE, o aumento de 0,8% no setor de serviços entre junho e julho é o maior desde dezembro, mas ainda está 11,8% abaixo do resultado alcançado em maio de 2014 e 1,2% menor do que em dezembro do ano passado.

Os serviços também aumentaram em comparação com o mês de julho de 2018 (1,8%), com crescimento em quatro das cinco atividades que compõem o quadro da pesquisa.

Portal No Ar.

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Comentários

disse:

em 31/12/1969 - 09:12