Sindicância atende a uma recomendação do MP, que cobra apuração de aspectos disciplinares dos policiais militares do RN envolvidos na ação que terminou n - 07/11/2019

Corregedoria do RN abre sindicância para apurar morte de PM na Paraíba

Cabo Edmo Tavares

Agora RN

A Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte instaurou uma sindicância para apurar os aspectos disciplinares dos três policiais militares do RN envolvidos na morte do cabo da PM da Paraíba Edmo Tavares, vítima de disparos durante uma operação para cumprimento de um mandado de prisão na cidade de Tacima (PB), ocorrida no dia 29 de outubro. A abertura da sindicância atende a uma recomendação do Ministério Público.

Os PMs alvos da sindicância (um subtenente, um sargento e um cabo) são todos lotados no 8º BPM, em Nova Cruz, no RN. O trio alega ter ido ao estado vizinho dar cumprimento a um mandado de prisão contra um foragido da Justiça, e que revidaram a tiros disparados pelo PM paraibano, após ele ter confundido o grupo com bandidos, pelo fato de o trio estar armado e sem farda.

A sindicância foi publicada na edição desta quinta-feira, 7, do Diário Oficial do Estado. De acordo com o promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra, do Controle Externo da Atividade Policial e do Sistema Penitenciário, o objetivo do procedimento é apurar “possível violação às normas que regulam o Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública”.

Como diligências iniciais, o promotor requer do comandante-geral da PM do RN, coronel Alarico Azevedo, cópias de todos os documentos que dispuser sobre o evento, além de esclarecimentos se os policiais militares potiguares tinham ou não autorização para realizar operação de natureza policial em outro estado, fornecendo cópia da ordem de serviço, além da cópia do ato administrativo que disciplina o sistema de inteligência da PMRN.

Em entrevista coletiva realizada no dia seguinte à morte do PM paraibano, o próprio coronel Alarico afirmou que nem ele nem o comando-geral da PM da Paraíba tinham conhecimento da ação.

Por fim, o promotor ainda cobra ao delegado-geral de Polícia Civil da Paraíba, cópias digitalizadas dos documentos que já compõem o inquérito policial instaurado para apurar o crime de homicídio que vitimou o cabo Edmo.

 

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Comentários

disse:

em 31/12/1969 - 09:12