Grupo de pesquisadores acredita que produto pode ter impacto econômico no estado, em função da alta produção salineira. Tijolo é visto como de baixo custo - 24/10/2020

Cientistas da UFRN desenvolvem tijolo ecológico feito com resíduo da produção de sal

Por G1 RN

Tijolo ecológico foi produzido por cientistas da UFRN — Foto: UFRN

Tijolo ecológico foi produzido por cientistas da UFRN — Foto: UFRN

Cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram nesta sexta-feira (23) que desenvolveram um tijolo solo-cimento ecológico, que é produzido através de um resíduo proveniente da produção de sal. O produto resultante do estudo rendeu um pedido de patente da instituição. 

O tijolo ecológico é feito a partir da combinação de cimento, solo laterítico e carago, que é o resíduo da produção do sal. Em função desse último elemento, os pesquisadores da UFRN acreditam que a descoberta pode ter um impacto também econômico no estado, já que o RN concentra 95% da produção de sal do Brasil. 

“O resíduo incorporado da indústria salineira é o carago, a primeira camada que se forma nos tanques de evaporação. No momento da colheita do sal, ele não é utilizado, ficando em pilhas nas salinas, sem um destino correto", explicou Priscylla Cinthya Alves Gondim, uma das inventoras. 

A pesquisadora explicou que o carago foi analisado durante um ano, através de ensaios, momentos nos quais o resíduo foi inserido no tijolo com oito composições diferentes e testes seguindo as normas da ABNT.

Segundo Priscylla, a melhor dessas oito produções foi escolhida para a solicitação da patente, mas “em todas as composições obtivemos excelentes resultados, cerca de três vezes a mais que a resistência padrão exigida pela norma”. 

Os materiais se mostraram viáveis em alvenaria de vedação, ou seja, as que são dimensionadas para suportar o próprio peso. Além da UFRN, participam da pesquisa os Institutos Federais do RN e de Alagoas. 

Produção de baixo custo 

Segundo o grupo de cientistas da UFRN, o tijolo ecológico pode ser utilizado para construção de casas populares e proporcionar maior acesso à moradia para populações de baixa renda. 

 

Isso porque a elaboração do produto é realizada de forma simples, através da confecção de um material de baixo custo e de fácil produção, além de não necessitar de mão de obra qualificada. 

Colheita de sal na Salina Coqueiro, em Grossos/RN, um dos sete municípios que abrigam as 35 salinas situadas no RN — Foto: Divulgação/UFRN

Colheita de sal na Salina Coqueiro, em Grossos/RN, um dos sete municípios que abrigam as 35 salinas situadas no RN — Foto: Divulgação/UFRN

 

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Comentários

disse:

em 31/12/1969 - 09:12