Além dos documentos já exigidos para comprovação de vínculo, defensores e promotores querem que novos documentos atestem o efetivo exercício de atividade - 29/03/2021

MPs recomendam exigência de documentos que comprovem atuação profissional para vacinação contra Covid-19 no RN

Por G1 RN

Vacinação de profissionais de saúde em Natal contra Covid-19. — Foto: Divulgação

Vacinação de profissionais de saúde em Natal contra Covid-19. — Foto: Divulgação

A Defensoria Pública e os Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte emitiram uma recomendação para que as secretarias de saúde do estado e de Natal aumentem a lista de documentos exigidos aos profissionais de saúde para vacinação contra a Covid-19. Além dos documentos já exigidos para comprovação de vínculo, os defensores e promotores querem que os novos atestem o efetivo exercício de atividade em serviços de assistência à saúde que implique em exposição ao risco de contaminação pelo coronavírus. 

Conforme o documento, as secretarias devem exigir dos trabalhadores da saúde com vínculo ativo nos estabelecimentos públicos ou privados, carteira de trabalho que especifique o local de trabalho ou contrato de trabalho ou contracheque ou publicação de nomeação ou ficha funcional do servidor público e a apresentação da escala de trabalho ou declaração do serviço de saúde ao qual esteja vinculado comprovando estar no exercício da atividade. 

Dos trabalhadores autônomos da saúde, devem ser exigidos registro ativo no conselho de classe e pelo menos três contratos de prestação de serviços de assistência à saúde ou três declarações de pacientes, notas fiscais ou contrato de vinculação a planos de saúde privados. 

Já dos trabalhadores terceirizados vinculados a estabelecimentos públicos ou privados devem ser exigidas, além de comprovação de vínculo de trabalho, escalas de trabalho acompanhadas de declarações das empresas, que comprovem o trabalho em serviço de saúde. 

A recomendação também trata dos trabalhadores das áreas administrativas dos serviços públicos de saúde. O documento recomenda que sejam exigidos desses profissionais, além da carteira de trabalho ou outro comprovante de vínculo, declaração da Secretaria de Saúde ao qual esteja vinculado com indicação do tipo de vínculo, do local de prestação de serviço e do efetivo exercício de atividade funcional que implique em exposição ao risco. 

Dos trabalhadores das áreas administrativas dos serviços de saúde privados, além da comprovação de vínculo, deve ser exigida a declaração do empregador, com indicação do local de prestação de serviço e do efetivo exercício de atividade submetida a risco. 

O documento ainda diz que a SMS Natal deve se abster de realizar a vacinação de todo e qualquer trabalhador de saúde atuante na área administrativa dos serviços públicos ou privados que não estejam comprovadamente expostos a risco, ainda que intermitente, de contaminação pelo coronavírus. 

O documento também trata dos estudantes da área da saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios, indicando que deve ser exigida, para vacinação, declaração do serviço de saúde ao qual esteja vinculado, com indicação do curso, local do estágio e carga horária de estágio mensal. 

A Defensoria Pública e os Ministérios Públicos também recomendam que a Sesap se abstenha de vacinar todo e qualquer profissional de saúde da área administrativa da secretaria, por incumbir a operacionalização da vacinação aos Municípios. 

No âmbito municipal, a SMS não deve manter a ampliação da vacinação contra covid-19 para as categorias profissionais de saúde com a mera apresentação de carteira profissional ou autodeclaração de exercício profissional, segundo a recomendação. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01