
“Se tiver que baixar decreto [para reabrir comércios], ele será cumprido. E ninguém vai contestar”, afirmou o presidente - 05/05/2021
Bolsonaro diz que pode baixar decreto para abrir comércio
Por Novo Notícias

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira (5) a operação Sujeito Oculto. O objetivo é apurar um suposto esquema de desvio de dinheiro público no âmbito da Prefeitura de Paraú.
A operação investiga os delitos de estelionato contra a administração pública, peculato, contratação direta indevida, associação criminosa, desobediência à decisão judicial sobre suspensão de direito e lavagem de dinheiro.
Com o apoio da Polícia Militar, a operação Sujeito Oculto cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Paraú, Natal, Mossoró, Ipanguaçu, Parnamirim e Assu. Ao todo, participaram da ação 16 promotores de Justiça, 24 servidores do MPRN e ainda 68 policiais militares.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou nesta quarta-feira (5) publicar decreto para derrubar restrições às atividades comerciais em todo o Brasil. “Se tiver que baixar decreto [para reabrir comércios], ele será cumprido. E ninguém vai contestar”, disse ele, durante evento no Palácio do Planalto sobre o 5G.
“Nas ruas, já se começa pedindo que o governo baixe um decreto. E se eu baixar um decreto, vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal. O Congresso estará ao nosso lado. O povo estará ao nosso lado. Quem poderá contestar o art. 5º da Constituição? O que está em jogo? Queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode protestar isso”, disse Bolsonaro.
O presidente voltou a atacar as medidas adotadas por governadores para conter o avanço da pandemia de Covid-19: “De onde nasceu essa excrecência para dar poderes a governadores e prefeitos? Levar desespero a famílias por não poder trabalhar. Estamos assistindo cenas de pessoas sendo presas. Onde nós estamos? Cadê a nossa liberdade? O desemprego, a miséria é terreno fértil para ditaduras”, reclamou.
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em 01/01/1970 - 12:01
