Atendimento de hospitais privados conveniados foi suspenso por fim de contrato e pagamentos atrasados. - 04/10/2021

Maior hospital público do RN tem corredores lotados de pacientes à espera de cirurgias ortopédicas

Por g1 RN e Inter TV Cabugi

Hospital Walfredo Gurgel tem vários pacientes internados nos corredores à espera de cirurgias ortopédicas. — Foto: Cedida

Hospital Walfredo Gurgel tem vários pacientes internados nos corredores à espera de cirurgias ortopédicas. — Foto: Cedida

Maior hospital público do Rio Grande do Norte e unidade de referência para atendimentos de traumas, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel passou a manhã de segunda-feira (4) com corredores lotados de pacientes em macas. Alguns deles, esperam há uma semana por cirurgia. 

O motivo do problema seria o fim do contrato do governo do estado e da prefeitura de Natal com outros hospitais privados que recebem parte da demanda de cirurgias ortopédicas - como o Hospital Memorial e a Clínica Paulo Gurgel. 

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte reconheceu dívidas de pagamentos nos meses de setembro e agosto, o que impediu a renovação do contrato encerrado no último dia 30 de setembro. Desde então, os serviços estão paralisados. 

A pasta informou que vai realizar reuniões para negociação do pagamento durante a tarde desta segunda-feira (4). Somente no início da tarde, havia 18 pessoas no centro cirúrgico do Walfredo Gurgel. 

A autônoma Fernanda Magalhães acompanha a mãe de 85 anos, na unidade. A idosa, que mora em Serra Caiada, quebrou o fêmur ao cair da cama, na última sexta-feira (1º). Passou um dia no corredor do hospital e foi colocada em um quarto, mas ainda não tem previsão de quando será cirurgiada. 

"Ela está esperando a cirurgia que não tem previsão de quando vai fazer. Passou um dia no corredor, no outro dia é que foi para o quarto. Fica reclamando de dor", contou a filha. 

Edileuza Paulino acompanha o irmão de 33 anos há uma semana na unidade. Ele quebrou a clavícula em um acidente de moto e segue no corredor. 

"Queremos uma resposta, porque é muito sofrimento para o paciente e para todos. Os profissionais aqui fazem o que podem, mas não dão conta", afirmou. 

Faça Seu Comentário:

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

 

Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01