
Distribuidoras venderam em setembro volume de diesel 10,7% acima do verificado no mesmo período de 2019; gasolina chegou a 13% - 02/11/2021
Mesmo com altas constantes, venda de combustíveis crescem no Brasil

As vendas de diesel e gasolina no mercado brasileiro atingiram em setembro níveis superiores ao período pré-pandemia, em meio às altas consecutivas nos preços. A avaliação é que o aquecimento do consumo sinaliza uma retomada da economia, após a fase mais crítica da crise sanitária.
Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as distribuidoras de combustíveis venderam em setembro deste ano 5,4 bilhões de litros de óleo diesel, volume 3,3% superior ao do ano passado e 10,7% acima do verificado no mesmo mês de 2019. Já a venda da gasolina chegou a 3,4 bilhões de litros, aumento de 11,6% e 13% sobre o mesmo período de 2020 e 2019, respectivamente.
O aquecimento do consumo coincide com a sequência de aumentos dos preços dos combustíveis. Com último reajuste da semana passada, a elevação do preço da gasolina nas refinarias já acumula alta de 74% e a do diesel, de 65%, neste ano. Nos postos, o preço médio na semana passado ficou em R$ 6,562 e R$ 5,211, respectivamente. Já o valor máximo da gasolina chegou a R$ 7,889.
A Brasilcom (Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis) avalia que o crescimento mostra a retomada da atividade econômica. “O aumento da venda se deve à recuperação lenta e gradual da economia contra uma base de um ano de pandemia e restrição de circulação”, afirma em nota.
Demanda atípica
A procura por combustíveis tem feito Petrobras a registrar “demanda atípica”. A empresa afirmou em outubro que recebeu pedidos de distribuidores muito acima dos verificados nos meses anteriores e de sua capacidade de produção. Na comparação com novembro de 2019, de acordo com a empresa, a demanda dos distribuidores por diesel aumentou 20% e por gasolina, 10%.
“A gente está observando um aquecimento do consumo. Com isso, vai ser necessário aumentar o volume importado”, afirma Sérgio Araujo, presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
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em 01/01/1970 - 12:01
