Categorias reivindicam a suspensão de uma ação sobre adicional por tempo de serviço e a implantação de um plano de carreira para servidores da Sesed. - 25/01/2022

Policiais civis e servidores da Secretaria de Segurança do RN iniciam paralisação por tempo indeterminado

Policiais civis e servidores da Sesed iniciam paralisação por tempo indeterminado nesta terça-feira (25). — Foto: Cedida

Policiais civis e servidores da Sesed iniciam paralisação por tempo indeterminado nesta terça-feira (25). — Foto: Cedida

Policiais Civis do RN e servidores da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) iniciaram nessa terça-feira (25), uma paralisação por tempo indeterminado. As categorias reivindicam a suspensão de uma ação que pretende retirar o benefício do adicional por tempo de serviço e a implantação de um plano de carreira. 

A decisão de paralisar as atividades foi tomada durante uma assembleia realizada na última quinta-feira (20), segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN). 

Segundo a categoria, o atendimento dos agentes e escrivães nas delegacias está suspenso desde às 8h desta terça (25). A assessoria de comunicação da Polícia Civil não soube informar quantas delegacias ficarão fechadas em todo estado. 

O sindicato realiza mobilizações dos trabalhadores em frente à Central de Flagrantes, em Natal, e nas delegacias regionais, no interior. 

Segundo o sindicato, os cerca de 950 agentes e escrivães na ativa pedem a não retirada do adicional por tempo de serviço. Atualmente, segundo eles, há uma ação do Ministério Público Estadual que prevê o fim desse direito. Na ação de 2019, o MP considera que o adicional é inconstitucional. Caso ele seja caçado, haveria redução real de salário de até 35%, conforme o sindicato. 

A paralisação do Sinpol ocorre no momento em que a categoria negocia com o governo do estado alternativas para impedir essa redução de salário. 

Sobre os servidores da Secretaria de Segurança, a categoria afirma que espera há anos a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração. As negociações com o atual Governo também não avançaram. 

Governo diz que busca alternativa à perda salarial 

Em nota, o governo do Rio Grande do Norte afirmou que é "sensível" ao pleito da categoria e que defende a manutenção do diálogo e discussão de alternativas que evitem perda de rendimentos à categoria, em consequência de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do Estado no ano de 2019. 

"O esforço é para adequar-se à lei, e ao mesmo tempo construir uma alternativa legal que evite essa perda aos trabalhadores e trabalhadoras. Na ação, o Ministério Público do Estado entende como ilegal o pagamento do adicional por tempo de serviço (ADTS) aos servidores da Polícia Civil do RN", afirmou na nota. 

O governo ainda afirmou que calcula o impacto financeiro de uma proposta entregue pela categoria e, ao mesmo tempo, analisa outras alternativas que evitem perda salarial e que atendam ao princípio da legalidade. 

 

"Na última sexta-feira, 21, recebeu representantes sindicais par discutir alternativas, e está marcada para esta terça-feira (25) um nova reunião entre o sindicato e associações, trazendo à discussão representantes da PGE-RN, Gabinete Civil do Estado e Controladoria-Geral do Estado", informou. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01