Eliel Ferreira Cavalcanti, de 25 anos, foi assassinado a tiros no último sábado (9) em Mossoró. - 14/04/2022

Família contesta versão de que advogado foi confundido com assaltante e diz que homicídio foi motivado por homofobia

Inter TV Costa Branca

Eliel Ferreira Cavalcanti, de 25 anos, foi morto a tiros em Mossoró neste domingo — Foto: Arquivo pessoal

Eliel Ferreira Cavalcanti, de 25 anos, foi morto a tiros em Mossoró neste domingo — Foto: Arquivo pessoal

As investigações em torno do advogado Eliel Ferreira Cavalcante Júnior, de 25 anos, morto a tiros no último sábado (9) em Mossoró, ganharam uma uma nova versão para a possível motivação para o assassinato, após um novo depoimento colhido pela Polícia Civil nesta quarta-feira (13). 

As informações foram apresentadas pela família de Eliel, que contesta a versão inicial da polícia de que o homem teria sido morto ao ser confundido com um criminoso. 

A outra vítima de disparos no último sábado - um homem que foi socorrido com vida ao hospital e sobreviveu - se identificou à polícia como namorado de Eliel. Ele contou à polícia que ambos foram vítimas de homofobia. 

A nova versão foi apresentada à imprensa pelo advogado da família de Eliel, Edson Lobão, que acompanha as investigações. Na última segunda-feira (11), a Polícia Civil havia apontado que a principal suspeita era de que Eliel tinha sido confundido com um assaltante. 

O delegado responsável pela investigação foi procurado para comentar as novas informações, mas não quis dar novas declarações. A Polícia Civil informou que o inquérito está sendo concluído para ser enviado à Justiça. 

"A gente quer que o criminoso seja realmente preso, que se entregue, para que a gente consiga esclarecer tudo. Porque é praticamente impossível confundir ele (Eliel) com um criminoso. A gente quer que ele seja preso e pague pelo que fez - ele e os demais envolvidos", disse um familiar, que pediu para não ser identificado. 

A nova versão 

Segundo o advogado da família, Eliel tinha ido visitar o namorado no condomínio dele e estacionou o carro na rua. Ele entrou no apartamento e ambos desceram minutos depois e foram caminhando até uma praça perto do local. Em seguida, voltaram para a frente do condomínio, onde continuaram conversando. 

 

Ainda de acordo com o advogado, o principal suspeito do crime seria um homem que mora em frente ao condomínio e sempre observava os dois namorados. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01