Dois crimes aconteceram em abril e maio em Mossoró. Homem e adolescente confessaram mortes. - 11/05/2022

Polícia prende suspeitos de marcar encontros por aplicativo de relacionamentos, roubar e matar vítimas estranguladas no RN

Por Inter TV Costa Branca

Hardison Caio, de 29 anos, foi morto no último domingo (8) em Mossoró.  — Foto: Cedida

Hardison Caio, de 29 anos, foi morto no último domingo (8) em Mossoró. — Foto: Cedida

Um homem e um adolescente de 17 anos detidos nesta segunda-feira (9) confessaram a morte de duas pessoas em Mossoró, no Oeste potiguar. Segundo a Polícia Civil, os dois crimes aconteceram da mesma forma: eles marcavam encontros com as vítimas por meio de um aplicativo de encontros voltado ao público LGBTQIA+, as matavam estranguladas com fio e roubavam pertences delas. 

De acordo com o delegado Rafael Arraes, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os dois suspeitos deverão responder por latrocínio, que é o roubo com resultado de morte. 

A última vítima foi o fisioterapeuta e empresário Hardison Caio, de 29 anos, que estava desaparecido desde o último domingo (8) e foi achado morto na tarde de segunda-feira (9). O corpo estava em um matagal próximo a um loteamento no bairro Santa Delmira, onde o homem morava. 

O delegado afirmou que localizou o corpo após prender um dos suspeitos - o adulto - que confessou o crime e indicou o local onde teria deixado a vítima. O adolescente foi detido após se apresentar na delegacia. 

"Segundo os autores, eles utilizavam aplicativo de relacionamento e seriam garotos de programa. Marcaram um programa com a vítima e segundo eles, devido um desentendimento no pagamento desse programa, teriam executado a vítima. Mas a delegacia, em decorrência já de outro homicídio no mês de abril, também de outro homossexual - Bruno Alisson, no bairro Barroca - que teve o mesmo modo de execução, por estrangulamento, e com produtos roubados, classificou como latrocínio", diz o delegado. 

De acordo com a Polícia Civil, o homem preso e o adolescente apreendido já vinha sendo investigados pela morte de Bruno Alisson, em abril, o que teria facilitado a identificação deles no novo crime, por agirem do mesmo modo. 

O delegado afirmou que os crimes foram premeditados. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01