CPI da Petrobras - 18/06/2022

CPI da Petrobras une base e oposição; mas governo quer controle para evitar surpresas

                                                              A proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a política de preços da Petrobras, sugerida hoje por Jair Bolsonaro, é defendida tanto por integrantes da base do governo quanto pela oposição. 

Apesar disso, os deputados do Centrão e os alinhados ao presidente da República trabalham para ter o controle da investigação. Eles querem evitar “surpresas”.  A justificativa é simples. Nas palavras de um líder governista, “sabe-se como uma CPI começa, mas não como ela termina”. 

O PT, porém, trabalha por uma comissão mista – Câmara e Senado, justamente para que Lira não controle a atuação dos parlamentares. 

O vice-presidente da Câmara, Lincoln Portela (PL-RJ), disse que na semana que vem haverá um esforço concentrado para se formalizar a investigação. Para tirar a CPI do papel, são necessárias 171 assinaturas de deputados. Para uma CPI mista, seriam necessárias também 27 assinaturas no Senado. 

“Haverá um esforço concentrado para a formalização de uma CPI. Uma reunião de comissão [parlamentar de inquérito] não matará ninguém”, afirmou Portela. 

O vice-líder do PL na Câmara Capitão Augusto (SP) explicou que uma investigação neste sentido vai depender do poder de articulação de Lira. 

“Também depende da vontade do Arthur [Lira]. O governo querendo, [sendo] alinhado com o Arthur, [a CPI] vinga. Há uma maioria folgada”, avaliou. 

Líder do Progressistas na Câmara, André Fufuca (MA), criticou a petroleira, dizendo que há “disposição para acabar com a violência social” que a estatal vem exercendo perante a população. De acordo com Fufuca, a chance de a CPI dar certo existe devido à volta dos trabalhos presenciais. 

Já líder do PSB, Bira do Pindaré (MA), classificou o pedido de investigação do governo federal sobre a estatal como uma “situação inusitada”. O assunto ainda será discutido em reunião conjunta com os demais partidos de oposição: PCdoB, PT e PSOL. 

“Essa é a primeira vez na história que um presidente toma uma decisão contra ele mesmo. Quando se trata de aumento de combustíveis, o responsável é Bolsonaro, sendo o responsável pela nomeação do presidente da empresa e da maioria dos membros do conselho de administração”, ironizou Pindaré. 

Com informações do O Antagonista 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01