Hospital Divino Amor está sem escala com anestesiologistas desde 13 de junho, após encerramento de contrato com cooperativa. Cirurgias eletivas também são afeta - 25/06/2022

Grávidas são transferidas de hospital público da Grande Natal por falta de anestesiologistas para partos

Por Inter TV Cabugi e g1 RN                                                                                                                           Maternidade Divino Amor fica em Parnamirim, na Grande Natal — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi                                                                     Grávidas que precisam de cesariana e pacientes que necessitam de cirurgias ginecológicas não estão conseguindo realizar os procedimentos na Maternidade Divino Amor, que fica no município de Parnamirim, na Grande Natal. Isso porque a unidade de saúde municipal está sem anestesiologistas. 

De acordo com a secretaria municipal de Saúde, o contrato com a cooperativa médica que disponibiliza os profissionais para completar as escalas venceu no último dia 13 de junho. Dessa forma, há a necessidade de concluir um novo processo licitatório. 

Em nota, a pasta informou que "o novo processo licitatório já se encontra em fase final para posterior assinatura de contrato com a empresa vencedora do certame" e que "com isso, os procedimentos na Maternidade do Divino Amor que dependam do ato anestésico, como as cesarianas, estão sendo encaminhados para maternidades próximas, garantindo a assistência às nossas gestantes". 

Inter TV Cabugi entrou em contato com o município para saber quando será concluído a nova licitação, mas não recebeu resposta até a atualização mais recente dessa reportagem. 

Todas as grávidas, portanto, que precisam realizar cesarianas na maternidade municipal estão sendo transferidas para outras cidades, onde há anestesiologistas que garantam o procedimento. 

Foi o caso da esposa do motorista Elias Santos, que precisou ir para Ceará-Mirim para poder realizar o parto, já que a maternidade Divino Amor não possuía anestesiologistas. Os dois moram em Parnamirim. 

"Ter que se afastar 50 quilometros de Parnamirim porque em parnamirim não tem anestesista. Cadê os impostos que nós pagamos ao município? Se chegar uma grávida com uma cesárea de emergência, o que é que faz?", reclama o motorista. 

O município informou ainda que a escala com os obstetras e pediatras está preenchida, "e que estamos acolhendo todas as pacientes e prontamente tomando as providências com as situações que por ventura precisem ser reguladas para outro serviço". 

Atraso nas cirurgias eletivas 

Os pacientes relatam que o problema se une a outro que já existia há mais tempo: a dificuldade de realizar cirurgias ginecológicas agendas por causa de uma fila de espera grande. 

Joelma está na fila para fazer uma histerectomia na rede pública de Parnamirim há dois anos, tempo que relata que sofre com sangramentos diários. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01