
A Procura do Pai - 08/01/2023
'Filho de Guaiamum': potiguar procura pelo pai há mais de 30 anos
A busca pelo pai se consolida na ausência da figura paterna durante a vida. A falta do afago, a correção, o carinho precisam ser sentidos na infância, adolescência e vida adulta. Alguém para se espelhar, um certo “herói” que participa da brincadeira de criança. Mais perto do que se imagina, existe alguém que passou a maior parte da vida tentando preencher esse espaço. Encontrar algo, um nome e um rosto correspondente. Essa é a história de Carlos Henrique Jesus de Andrade, que quer conhecer o pai há mais de 30 anos.
Henrique é natalense, tem 48 anos e passou boa parte da vida em Lagoa de Velho, interior do Estado, onde foi criado pelos avós, Manoel Anjo e Virgínia Ribeiro. Sua procura não começou agora, mas se estende desde a adolescência. Quando completou 14 anos, a curiosidade para conhecer a figura paterna começou motivada até por piadas e o bullying que sofreu durante a infância. “As pessoas falavam, né”, comenta.
“Eu dizia 'não, sou Filho de Guaiamum”, como na canção de Elino Julião. “Todo mundo tem um pai e eu não tenho um”, complementa. A vontade de conhecê-lo apertou na adolescência, por volta dos 16 anos, mesmo período que conheceu a mãe. “Ele não estava presente em nenhum momento daquele ali, mas tudo é o destino. É assim mesmo a vida. Acho que eu tinha que passar por esse processo todo para depois chegar numa conclusão de conhecê-lo.”, afirma.
Não sabe seu nome, tampouco se está vivo ou morto, mas tem esperança. “Tenho essa vontade dentro de mim de conhecê-lo e tenho fé em Deus que vai dar certo”, comenta. Sempre sentiu falta de um amigo, um ombro acolhedor para desabafar. “'Tem momentos de sua vida que você passa dificuldades e quer um ombro amigo para chorar, para reclamar. Se sente sozinho, sem rumo, sem direção”, relata. Fonte Tribuna do Norte.
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Comentários
disse:
em 01/01/1970 - 12:01
