Governo Lula - 10/04/2023

100 dias de pesadelo, escreve Rogério Marinho sobre Governo Lula

                                                                         Agência Senado

 

Rogério Marinho (PL), Senador do Rio Grande do Norte, escreveu em artigo publicado no Poder 360 sobre os 100 dias de Governo Lula. Confira ao artigo na íntegra: 

"Na mais disputada eleição presidencial dos últimos tempos, Lula chegou ao cargo máximo da administração pública federal com a justificativa de que representaria uma “frente ampla” da sociedade brasileira. Passados 100 dias, está claro que muitos dos que apostaram nessa narrativa estão arrependidos ou, no mínimo, decepcionados. 

É inegável que o Brasil avançou em reformas estruturantes e na modernização de marcos legais de 2016 a 2022. Trata-se de um período, aquele sim, de reconstrução. Marcos regulatórios seminais foram aprovados, tivemos o 1º governo a entregar um gasto primário menor do que recebeu, a dívida pública se estabilizou (e entrou em trajetória descendente), pela primeira vez a economia voltou a crescer (5% e 3% no último biênio), passou a ter recorde de empregados formais (42,9 milhões), queda acelerada do desemprego (acima de 13 para 7,9%), recorde em exportações do  agronegócio (R$ 160 bilhões), e muitos outros avanços econômicos e sociais. 

Esse legado foi construído a partir de propostas e respostas técnicas, apesar da brutal recessão mundial trazida pela pandemia, guerra na Ucrânia e questões domésticas como a tragédia de Brumadinho ainda nas primeiras semanas de governo Bolsonaro e a maior seca enfrentada no país nos últimos 91 anos. No entanto, os diferentes resultados e inciativas estão sendo destruídas com rapidez por um governo ultrapassado e ressentido. 

Em pouco mais de 3 meses, a elogiada Lei das Estatais, que seguia as melhores práticas internacionais em termos de governança, incluindo as preconizadas pela OCDE, foi substituída por uma carreta de companheiros, notadamente na direção do BNDES e da Petrobras. No lugar do Marco do Saneamento, a sobrevida de contratos irregulares, agradando a governadores aliados e desejosos pela forma atrasada de se prover um serviço aquém das necessidades da população. Para o maior fundo de pensão da América Latina, um sindicalista na Presidência. Em substituição ao renomado economista e diplomata Marcos Troyjo no banco dos Brics, ficamos com a ex-presidente Dilma Rousseff. É isso que queremos para o nosso país? 

As notícias ruins para nossa economia se acumulam conforme os dias passam. Antes mesmo de começar, o novo governo já articulava a chamada PEC fura-teto, criando uma bomba fiscal de mais de R$ 145 bilhões, sob o falso pretexto de cumprir a promessa de campanha de manter o antigo Auxílio Brasil em R$ 600 por beneficiário, rebatizando o programa de Bolsa Família. 

Talvez a boa vontade dos analistas com o início de governo tenha deixado de lado um cálculo simples: se considerarmos 21 milhões de famílias, seria necessário um acréscimo de R$ 50,4 bilhões para pagar os R$ 200 que faltavam. Ora, a Lei Orçamentária Anual já garantia, dentro do teto, o orçamento necessário ao pagamento de R$ 400 por família beneficiada. 

Fonte: Portal Grande Ponto 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01