Estado teve 295 ocorrências entre janeiro e o dia 23 de maio deste ano, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed). Delegacias espe - 30/05/2023

RN tem aumento de 23% nos registros de casos de estupro de vulnerável em 2023

Por Inter TV Cabugi e g1 RN                                                                                                                           Caso foi registrado na Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal — Foto: Francielly Medeiros/Inter TV Cabugi                                                                        O Rio Grande do Norte teve um aumento de 23,4% no número de casos registrados de estupro de vulnerável - praticado contra crianças e adolescentes de até 14 anos - nos cinco primeiros meses deste ano. 

Os dados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine) e foram repassados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) a pedido da reportagem da Inter TV Cabugi. 

Ao todo, até o dia 23 de maio deste ano, o RN teve 295 ocorrências de estupro de vulnerável registradas pela Sesed. Esse número representa quase dois casos por dia no estado. Entre janeiro e maio (o mês inteiro) de 2022, foram 239(Veja os dados detalhados na tabela abaixo). 

Registros de estupro de vulnerável no RN 

 
 
 
 
 
 

Mês 

 
 
 
 

2022 

 
 
 
 

2023 

 
 
 
 

Janeiro 

 
 

38 

 
 

77 

 
 
 
 

Fevereiro 

 
 

39 

 
 

53 

 
 
 
 

Março 

 
 

68 

 
 

55 

 
 
 
 

Abril 

 
 

42 

 
 

66 

 
 
 
 

Maio 

 
 

52 

 
 

44 

 
 
 
 

Total 

 
 

239 

 
 

295 

Fonte: Sesed 

O mês com mais ocorrências em 2023 foi o de janeiro, com 77 casos - o que já é um número maior do que qualquer mês desde 2022. 

Em todo o ano de 2022, inclusive, o Rio Grande do Norte registrou 653 casos de estupro de vulnerável, de acordo com a Sesed. 

Mais delegacias e novas leis 

Para a diretora do Departamento de Proteção a Grupos em Situação de Vulnerabilidade da Polícia Civil, a delegada Paoulla Maués, o aumento ocorre, entre outros motivos, pelo maior número de delegacias especializadas na Proteção da Criança e do Adolescente. 

"Criamos uma [delegacia especializada] em Mossoró e uma em Parnamirim, que não tinham no ano passado. Então é natural que o número de registros aumente, porque a própria população passa a dar uma maior credibilidade numa delegacia especializada, sabendo que vai ter aquele atendimento qualificado e se encorajam para fazer o registro", explicou. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01