Inquérito da Polícia Federal concluiu que deputado federal do PL incitou atos antidemocráticos - 21/10/2023

General Girão minimiza ida a quartel e nega ter tramado golpe: “Não tem prova”

General Girão Ok Copia                                                                         Deputado federal General Girão (PL), em entrevista à 98 FM ontem à noite - Foto: Yuri Rocha / 98 FM                                                                                                                                                                                  Apontado em um inquérito da Polícia Federal como incentivador de manifestações golpistas, o deputado federal bolsonarista General Girão (PL-RN) negou que tenha tramado atos antidemocráticos. Em entrevista à 98 FM na noite desta sexta-feira 20, o parlamentar afirmou que não há contra ele qualquer prova de envolvimento com a articulação de ações inconstitucionais. General Girão minimizou as manifestações golpistas realizadas na porta dos quartéis pelo País afora no fim do ano passado. Ele disse que as pessoas que compareceram aos atos estavam “se manifestando dentro de um princípio democrático”. O próprio deputado compareceu, no dia 19 de dezembro, ao ato realizado na frente do 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, em Natal. 

Apesar de as manifestações terem pedido um golpe militar para – naquele momento – tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), General Girão diz que se tratou de um protesto legítimo. 

“O que elas estavam pedindo ali? Pedindo socorro às Forças Armadas em função de uma transparência que elas pediram. Aquelas pessoas estavam ali para manifestar seu descontentamento. Ali não era uma manifestação golpista”, enfatizou Girão. 

O deputado também explicou que não teve a intenção de sugerir uma intervenção ao militar ao falar em um megafone que um “Papai Noel camuflado” poderia aparecer às vésperas do Natal. 

“Para um mal entendedor, qualquer palavra basta. Para o bom entendedor, também. Eu sou militar. Comandei várias vezes Recife, Natal,Fortaleza, Boa Vista… Quando comandava os quartéis, o comando meu tinha, no período natalino, a gente levava o Papai Noel. E falei: ‘quem sabe, quem foi bonzinho, vai ter Papai Noel, pode até ser camuflado’”, declarou o parlamentar. 

General Girão disse, também, que não veria problema se tivesse defendido o emprego do dispositivo previsto no artigo 142 da Constituição – cujo texto bolsonaristas radicais interpretam como uma permissão para golpe. 

“A Constituição é muito clara. Ela diz no artigo 53 que os senadores e deputados são invioláveis por quaisquer opiniões, palavras e votos. Eu sinceramente me acho no direito de falar, de expor a minha opinião e a opinião daqueles que eu represento. Em nenhum momento eu estou fazendo apologia do emprego do artigo 142. E mesmo que estivesse, o artigo está na Constituição Federal. Isso não é antidemocrático”, enfatizou. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01