Sindicalista diz que explicação para a fuga está no baixo efetivo de policiais penais na unidade, o que prejudica vigilância dos presos - 04/05/2024

‘Não tem como um policial penal ficar olhando 80 câmeras’, diz Vilma Batista depois de fuga de presos

Presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) Vilma Batista. Foto: José Aldenir / Agora RN                                                                           Presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) Vilma Batista. Foto: José Aldenir / Agora RN                                                                                                                                         

“O secretário coloca vários presos para trabalhar sem a devida vigilância. Esses presos que fugiram estavam em uma oficina sem a devida vigilância porque não tem como 20 policiais penais, que estavam em serviço, ficar um só no monitoramento olhando 80 câmeras”, disse Vilma Batista. Imagens de câmeras do circuito interno da penitenciária mostram que os detentos Ricardo Campelo da Silva e Gustavo da Rocha Dias fugiram com tranquilidade na última terça-feira, 30. Segundo o secretário Helton Edi Xavier, a oficina onde os detentos estavam no horário do almoço não estava trancada e não houve resistência entre a saída da oficina e a fuga do sistema prisional.

“Primeiro, a cela deveria estar fechada. Segundo, deveria ter gente acompanhando. O monitoramento, será que ninguém viu? A gente tem dois níveis de monitoramento: o local, da unidade, e o da nossa central de unidade. No curso das investigações, essas perguntas terão que ser respondidas”, reforçou o secretário nesta quinta-feira. 

A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN rebate a fala do secretário:

“O secretário não tem conhecimento algum do sistema prisional, muito menos de segurança pública. Com certeza ele iria dar essa satisfação política do que aconteceu, quando na verdade o negligente sempre foi e é o secretário. Eu acho que o afastamento [dos policiais] foi uma forma administrativa que ele encontrou de tentar camuflar a ingerência da gestão. Nós, inclusive, pedimos que a governadora afaste o próprio secretário. Porque se os policiais estão sendo afastados para apurar o que aconteceu, ele também deve ser afastado para saber por que ele não tomou as providências”.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01