Correios Assumem Divida - 21/08/2024

Correios assumem dívida bilionária com o fundo de pensão Postalis

                                                         Créditos: Joedson Alves/Agência Brasil                                                                                                            Os Correios assinaram um contrato de confissão de dívida para transferir R$ 7,6 bilhões ao Postalis, fundo de pensão de seus funcionários. Esse movimento visa cobrir metade do enorme déficit de R$ 15 bilhões do plano de aposentadoria, que deixou de aceitar novos participantes em 2008. 

Pela legislação vigente, o valor dessa dívida deverá ser dividido igualmente entre os Correios e os participantes do fundo, incluindo funcionários, aposentados e pensionistas. Já há tempos os investimentos do Postalis, especialmente entre 2011 e 2016 durante a gestão de Dilma Rousseff, geraram um prejuízo de R$ 4,7 bilhões, hoje corrigidos para R$ 9,1 bilhões devido à inflação e à meta atuarial da entidade. 

O Impacto do Déficit do Postalis para os Correios 
Desde fevereiro de 2024, os Correios têm desembolsado impressionantes R$ 33 milhões por mês para ajudar a sanar o déficit do Postalis. Paralelamente, participantes do fundo viram seus benefícios serem cortados. Aposentados e trabalhadores da ativa sofreram descontos de 23% em seus rendimentos, enquanto pensionistas enfrentaram uma redução ainda mais severa de 37%. 

Como os Correios Planejam Cobrir o Déficit do Postalis? 
A gestão atual dos Correios informou que está trabalhando arduamente para reduzir o déficit. Eles apontam que uma parte significativa dos problemas financeiros surgiu devido a decisões ruins durante processos de privatização anteriores. O déficit de 2023 foi, surpreendentemente, menor do que o registrado durante o governo de Jair Bolsonaro em 2022. 

Quais Foram os Principais Motivos do Déficit do Postalis? 
Os investimentos duvidosos e as más gestões entre 2011 e 2016 estão na raiz do problema. A CPI dos Fundos de Pensão do Congresso e a Operação Greenfield, ligadas à Lava Jato, investigaram essas decisões. Por exemplo, Postalis investiu em títulos de dívida da Venezuela e da Argentina, influenciados por interesses políticos da época. 

Os fundos eram cotistas únicos e os títulos comprados frequentemente estavam supervalorizados, resultando em perdas bilionárias. 
Investimentos em fundos de participação, como o Multiner FIP, também contribuíram para o rombo financeiro. 
  
Medidas Adotadas para Contornar o Déficit 
Em fevereiro de 2020, um acordo foi firmado ainda sob a gestão de Jair Bolsonaro, para equacionar o déficit colossal. Este acordo, endossado pelo atual presidente dos Correios, Fabiano da Silva Santos, teve aval da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). 

Quais São as Perspectivas Futuras para o Postalis? 
A SEST introduziu uma cláusula no contrato que permite uma revisão anual automática do saldo devedor, ajustando-o conforme necessário com base nas demonstrações atuariais anuais. Esta medida visa garantir uma maior transparência e justiça na divisão dos valores. 

A esperança é que os valores que Postalis ainda tenta recuperar através de diversas ações judiciais ajudem a reduzir a dívida significativamente. Estima-se que, se a entidade conseguir recuperar esses valores, a dívida atual de R$ 15 bilhões pode ser substancialmente diminuída. 

O contrato também estipula que qualquer valor recuperado judicialmente será dividido proporcionalmente entre os Correios e os participantes do fundo. Assim, tanto a empresa quanto seus funcionários, aposentados e pensionistas poderão desfrutar de um alívio financeiro. 

Com informações de Terra Brasil Notícias 

 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01