
Eleições 2024 - 09/09/2024
Candidatos a prefeito do PL e do centrão lideram em 22 capitais do país
Créditos: Reprodução TSE Candidatos a prefeito lançados por partidos do centrão e do direitista PL lideram as pesquisas de intenção de voto em 84,6% das capitais brasileiras.
Centrão e PL lideram as pesquisas em 22 das 26 capitais. Somados, os candidatos do centrão — MDB, PSD, União Brasil, Republicanos e Progressistas — são líderes em 17 capitais, enquanto o PL está na frente em cinco. O centrista Avante lidera em uma delas.
A esquerda briga pelo topo com apenas três candidatos: um deles lidera (PSB) e dois — do PT e PSOL— dividem a liderança com partidos do centrão.
A menos de um mês do 1º turno, o União Brasil é favorito em seis capitais. O partido lidera em Campo Grande, Fortaleza, Porto Velho, Cuiabá, Salvador e Teresina.
O PL, de Jair Bolsonaro, vem em seguida ao liderar em cinco. Seus candidatos estão na frente em Aracaju, Belém, Maceió, Palmas e Rio Branco.
PSD também é o primeiro em cinco cidades. Lidera em São Luís, Natal, Rio de Janeiro, Florianópolis e Curitiba.
O MDB aparece em seguida: é o primeiro em Boa Vista, Macapá e Porto Alegre. Candidatos do Republicanos e Progressistas também lideram. O Republicanos está em primeiro em Belo Horizonte e Vitória, enquanto PP é líder em João Pessoa.
O centrão domina a Câmara dos Deputados, com mais de 200 dos 513 parlamentares. O bloco é composto por políticos de centro e de direita de diversos partidos sem uma ideologia clara. Por vezes, votam pautas progressistas, outras, conservadoras, e especialmente as pauta econômicas. A negociação com quem está no poder considera cargos e emendas em contrapartida.
As chances da esquerda
Os conservadores só não lideram em quatro capitais. O candidato do Avante é o primeiro em Manaus, com David Almeida.
Já a esquerda está na frente em três capitais. O PSOL de Guilherme Boulos está tecnicamente empatado em São Paulo com os postulantes do MDB (prefeito Ricardo Nunes) e PRTB (Pablo Marçal), outro partido de direita, segundo o Datafolha.
O PT lançou uma delegada para disputar a liderança com o PSD. Adriana Accorsi empata na margem de erro com Vanderlan Cardoso em Goiânia, conforme o Instituto Serpes.
O partido de Lula também ameaça em Porto Alegre. Maria do Rosário tem 31% das intenções de voto, empatada no limite da margem de erro —três pontos percentuais para mais ou menos— com Sebastião Melo (MDB), que lidera numericamente com 36%, de acordo com pesquisa Quaest.
O único candidato da esquerda favorito a vencer no primeiro turno é João Campos (PSB). Ele lidera com folga segundo todas as pesquisas.
Conservadorismo avança
Campanha municipal não reflete necessariamente a polarização nacional, que em 2022 opôs Lula e Bolsonaro. "Campanha para prefeito tem uma dinâmica própria. A exceção é quando um fato nacional acontece, como o impeachment da Dilma [Rousseff (PT)] em 2016. O PT perdeu cerca de 70% dos vereadores e prefeitos", diz o cientista político Cláudio Couto, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.
O professor afirma que o Brasil "vive um avanço do conservadorismo". "Bolsonaro perde por pouco em 2022, mas tem uma vitória avassaladora do Congresso, o mais conservador da história. Isso se deve a essa onda conservadora na sociedade", afirma Couto.
Esse avanço se traduziu em mais dinheiro para eleições. O Fundo Eleitoral é uma verba pública divida entre os partidos com representação no Congresso para financiar as campanhas eleitorais. Quanto maior a bancada de uma sigla, mais dinheiro ela recebe. Este ano, o valor é recorde: R$ 4,9 bilhões. "Se somar todos os partidos da direita, eles têm a maior parte dos recursos eleitorais", diz Couto.
Com informações de UOL
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Comentários
disse:
em 01/01/1970 - 12:01
