Indemnização - 10/10/2024

Leonardo indeniza trabalhadores resgatados em fazenda; saiba valores Fonte: Portal Grande Ponto

                                                                                       Créditos: Reprodução

 

cantor sertanejo Leonardo pagou R$ 225 mil em indenizações aos seis trabalhadores resgatados em condições análogas a de escravidão em sua fazenda localizada em Jussara, Goiás, após ser incluído pelo governo na “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

A informação consta em um documento do acordo feito pela Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o cantor, segundo o G1. 

De acordo com a defesa de Leonardo, além da indenização, foi paga uma multa de R$ 94.063,24. 

“Nós resolvemos todos os problemas da fazenda, mesmo estando arrendada. Foram pagas todas as indenizações a essas pessoas e nós aceitamos o acordo proposto pelo Ministério Público”, detalhou o advogado Paulo Vaz ao G1. 

MTE detalha rotina de trabalhadores na fazenda de Leonardo 

Um relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (9) trouxe à tona as condições de trabalho de seis funcionários resgatados em uma fazenda em Jussara (GO), de propriedade do cantor Leonardo. 

O grupo incluía um adolescente de 17 anos e foi encontrado em situação análoga à escravidão. 

De acordo com o documento, os trabalhadores enfrentavam jornadas de até 10 horas diárias, sem a formalização de contratos e sem a garantia de descanso semanal remunerado. 

O MTE descreveu a situação precária em que os funcionários viviam: eles dormiam em uma casa abandonada, localizada a 2 quilômetros da sede da Fazenda Lakanka, que não contava com instalações adequadas. 

O local era descrito como “impróprio para habitação”, apresentando camas improvisadas feitas de tábuas de madeira, sem acesso a banheiros, e com a presença de morcegos, fezes de animais e outros detritos. 

A única fonte de água disponível era um poço que estava em estado precário e sem manutenção, levantando preocupações sobre a potabilidade da água consumida. 

Carga horária e pagamento 

Os funcionários relataram que suas atividades consistiam principalmente na remoção de restos de árvores, raízes e outros materiais do solo para prepará-lo para o cultivo. A jornada de trabalho se iniciava às 7h e se encerrava às 17h, com uma pausa de uma hora para o almoço. 

O pagamento era fixado em R$ 150 por dia, mas não havia compensação financeira nos dias em que não trabalhavam, sejam esses por folgas programadas ou por motivos de saúde. 

O relatório também destacou que o trabalho aos domingos, quando realizado até meio-dia, era pago com meia diária, ou seja, R$ 75, o que gerava insatisfação entre os trabalhadores. Os catadores de raízes mencionaram ainda que, em algumas ocasiões, eram obrigados a realizar atividades extras sem a devida remuneração. 

A contratação e o pagamento dos trabalhadores eram feitos por Leonardo por meio de outros funcionários, como gerentes da fazenda, que atuavam como intermediários. 

Com informações de Metrópoles 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01