Prissão - 22/01/2019

Major da PM e mais 4 são presos em ação contra milícia no RJ

 

Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, chega preso à Cidade da Polícia — Foto: Reprodução/GloboNews

Uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (22), cinco suspeitos de integrar uma milícia que age em grilagem de terras. Entre eles, está um major da PM e um tenente. Outras 8 pessoas são procuradas (veja lista abaixo).

O grupo é suspeito de comprar e vender imóveis construídos ilegalmente na Zona Oeste do Rio, além de crimes relacionados à ação da milícia nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, como agiotagem, extorsão de moradores e comerciantes, pagamento de propina a agentes públicos e utilização de ligações clandestinas de água e energia.

Denunciados e presos

Maurício Silva da Costa, o tenente Maurição, Careca, Coroa ou Velho – preso

Ronald Paulo Alves Pereira, o major da PM conhecido como Major Ronald ou Tartaruga; segundo as investigações, é chefe da milícia da Muzema e grileiro nas regiões de Vargem Grande e Vargem Pequena – preso

Laerte Silva de Lima – preso

Manoel de Brito Batista, o Cabelo – preso

Benedito Aurélio Ferreira Carvalho, o Aurélio – preso

Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano ou Gordinho;

Daniel Alves de Souza;

Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico;

Fábio Campelo Lima;

Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata;

Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba;

Júlio Cesar Veloso Serra;

Marcus Vinicius Reis dos Santos, o Fininho.

O major Ronald foi homenageado em 2004 pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que propôs moção de louvor. Um foragido, o Capitão Adriano, também recebeu a mesma comenda do filho do presidente um ano antes.

Equipes estão em endereços da Zona Oeste do Rio, nas favelas de Rio das Pedras e da Muzema e nos bairros da Barra, Recreio, Vargem Grande e Vargem Pequena.

Num condomínio no Recreio, uma equipe apreendeu dois celulares.

Investigações

Segundo a denúncia, capitão Adriano, major Ronald e o tenente Maurição são os líderes da organização, e Beto Bomba, presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, conquistou o cargo a partir de ameaças e uso de força.

Os promotores afirmam que a entidade presidida por Beto Bomba concentra as transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente e a manipulação de documentos necessários à concretização de operações ilícitas.

Beto Bomba, ainda de acordo com a denúncia, possuía informações privilegiadas sobre operações policiais realizadas nas localidades dominadas, sempre alertando seus subordinados com antecedência.

Crimes investigados

Grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis;

Receptação de carga roubada;

Posse e porte ilegal de arma;

Extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados;

Ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’;

Falsificação de documentos;

Pagamento de propina a agentes públicos;

Agiotagem;

Utilização de ligações clandestinas de água e energia;

Uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial.

G1

 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01