
Fraude no Banco Master - 23/11/2025
Fraude no Banco Master é negada pela defesa de Vorcaro
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master
A fraude no Banco Master voltou ao centro do debate após a defesa do presidente da instituição, Daniel Vorcaro, negar qualquer irregularidade nas operações investigadas pela Polícia Federal. Desde já, os advogados afirmam que as suspeitas de um esquema de R$ 12 bilhões, envolvendo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), partem de um “fato inexistente”. Eles também sustentam que todas as carteiras questionadas foram substituídas ou recompradas, conforme previsto nos contratos. A PF aponta que o Banco Master teria comercializado carteiras de crédito supostamente irregulares ao BRB. Além disso, investiga a oferta de CDBs com taxas consideradas incompatíveis com o mercado. Esses elementos motivaram a operação que resultou na prisão de Vorcaro e na liquidação extrajudicial da instituição. Conforme a defesa, as carteiras questionadas foram adquiridas de terceiros especializados na originação dos créditos. Esses fornecedores seriam responsáveis pela documentação e averbação das operações, enquanto o Banco Master apenas estruturava as carteiras e fazia a cessão ao BRB. Por outro lado, os advogados reforçam que todas as cessões foram registradas na B3.
Os representantes de Vorcaro afirmam ainda que, quando identificaram documentação irregular, o banco procedeu à substituição das carteiras e iniciou processos de recompra. Assim, o BRB teria recebido ativos equivalentes e mantido a segurança das operações.
O BRB confirmou que mais de R$ 10 bilhões dos R$ 12,76 bilhões suspeitos já foram liquidados ou substituídos. O Banco Central também reconheceu que não encontrou irregularidades nas operações originadas diretamente pelo Banco Master e que não abriu processo punitivo sobre o caso.
Além disso, a defesa critica as medidas cautelares que, segundo ela, forçaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial. Os advogados afirmam que havia uma venda em andamento e que a Operação Compliance Zero “inviabilizou uma solução de mercado legítima”.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
