
Família acusa a equipe médica de administrar uma medicação incorreta durante o atendimento, o que teria provocado o agravamento do quadro clínico da paciente - 21/07/2026
Anestesiologista é afastado após morte de gestante no Hospital Santa Catarina
Jaine, de 25 anos, morreu após complicações durante uma cesariana no Hospital Santa Catarina, em Natal. Foto: Reprodução A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte da gestante Jaine, de 25 anos, ocorrida após complicações durante uma cesariana no Hospital Regional Santa Catarina, na Zona Norte de Natal. A família acusa a equipe médica de administrar uma medicação incorreta durante o atendimento, o que teria provocado o agravamento do quadro clínico da paciente. O bebê sobreviveu e permanece sem complicações, segundo a secretaria.
Em entrevista, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a Sesap recebeu a confirmação da morte da paciente pela direção da unidade hospitalar e que as informações disponíveis até o momento ainda são preliminares. Segundo ele, a apuração inicial indica que a gestante foi medicada por um profissional especialista há cerca de uma semana ou dez dias, situação que teria provocado complicações que levaram à internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ela morreu.
“A gente abriu a sindicância para apurar de forma plena a situação, é que a paciente teria sido medicada por um profissional da área, um profissional especialista, há coisa de uma semana, dez dias aproximadamente, é que isso teria causado transtornos. Ela estava grávida, o bebê conseguiu estar bem, o bebê está salvo, não acometeu nada, mas a paciente teve que ir para a UTI e veio a falecer hoje”, declarou o secretário.
Alexandre Motta informou que a sindicância buscará esclarecer toda a sequência do atendimento e identificar eventuais responsabilidades. “A gente vai se inteirar de fato do que aconteceu para poder, tendo a sindicância nas mãos, apurar as responsabilidades. Obviamente que depois vamos encaminhar isso para os conselhos de identidade”, afirmou.
O secretário também confirmou que o profissional envolvido no atendimento é terceirizado e atua como anestesiologista. Segundo ele, a Sesap solicitará à empresa responsável pelo contrato que o médico permaneça afastado das atividades no Hospital Santa Catarina enquanto durar a investigação.
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Comentários
disse:
em 01/01/1970 - 12:01
