A investigação destaca pagamentos realizados pelo PCO às empresas Digiartegraphics Gráfica Ltda. e JCO Gráfica e Editora. Segundo os autos, Rui Pimenta exerceria posição central na administração dos recursos públicos do partido e na definição das contratações submetidas à apuração.
A representação menciona repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics, de R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, em 2022, e de mais de R$ 365.954 à Dauzaker Edições e Impressões, entre 2017 e 2020.
Segundo a representação, há indícios de incompatibilidade entre a estrutura operacional das empresas, os valores recebidos e os vínculos mantidos com integrantes do grupo investigado. As circunstâncias levantadas pela autoridade policial colocariam em dúvida a efetiva prestação dos serviços e a destinação dos recursos públicos.
A investigação identificou indícios de uma possível estrutura voltada ao uso irregular de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os valores teriam sido destinados à contratação de pessoas físicas e jurídicas ligadas direta ou indiretamente à estrutura partidária, incluindo familiares de dirigentes, militantes, ex-candidatos e empresas cuja capacidade operacional seria, em tese, incompatível com as quantias recebidas.
Com informações de Metrópoles


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