Eleições 2026 Segundo Turno - 22/10/2026

Cadu propõe aumentar verba da saúde e usar telemedicina para reduzir filas

Cadu de Lula fala ao microfone em entrevista à TV Agora RN                                                          Candidato ao Governo do RN Cadu de Lula — Foto: José Aldenir                                                                

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) pretende ampliar os recursos destinados à saúde pública, implantar consultas com especialistas por telemedicina e criar centrais regionais de diagnóstico como estratégias para melhorar a assistência e reduzir as filas de espera na rede pública. O plano inclui ainda o fortalecimento dos hospitais regionais para que pacientes realizem exames e cirurgias mais perto de onde moram.

A ampliação do financiamento é uma condição para executar as medidas. Cadu registra que o Estado aplica atualmente o mínimo constitucional de 12% na saúde, percentual que ele pretende elevar para uma faixa entre 15% e 16%.

“Nós vamos botar mais dinheiro na saúde”, afirmou nesta semana. Ao reconhecer os problemas no atendimento, o petista sustentou que sua proposta busca tornar os serviços mais rápidos e acessíveis à população do interior.

Consultas e exames

As medidas estão reunidas no programa “Saúde na Hora Certa”, descrito pelo candidato em três frentes: acesso a especialistas por telemedicina, regionalização dos exames e ampliação das cirurgias eletivas nos hospitais estaduais. A intenção é organizar o atendimento para reduzir deslocamentos e evitar que demandas de diferentes regiões se concentrem em Natal.

“Nós vamos ter consultas a especialistas usando telemedicina. Você vai fazer consulta a especialista da sua casa usando seu tablet ou seu celular”, declarou. Ele defende o uso dessas ferramentas como forma de aproximar o atendimento especializado de quem aguarda uma consulta.

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Para os exames, Cadu propôs centrais regionais de diagnóstico, com estruturas capazes de atender pacientes de municípios próximos. Citou como exemplos moradores de Parazinho realizando exames de imagem em João Câmara e pacientes de José da Penha sendo atendidos em Pau dos Ferros. A proposta pressupõe novos espaços para ampliar a oferta regional desses procedimentos.

“Esse é um programa que faz com que a saúde chegue no tempo certo e perto da sua casa”, afirmou. Questionado sobre a estrutura disponível, diferenciou a necessidade de expandir os serviços nos hospitais existentes da criação de unidades destinadas aos exames.

O terceiro eixo é ampliar a realização de cirurgias eletivas nos hospitais regionais. Segundo Cadu, a rede precisa oferecer mais procedimentos para diminuir a fila e permitir que o paciente seja operado em sua própria região. “Nós vamos fortalecer ainda mais os hospitais regionais para que as cirurgias eletivas sejam realizadas nesses hospitais, para que a gente reduza a fila de cirurgia eletiva e para que você faça a cirurgia perto da sua casa”, enfatizou.

Rede regional

Sobre problemas recorrentes no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, incluindo dificuldades com equipamentos e insumos, Cadu defende que a solução depende do funcionamento da rede fora da capital potiguar.

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O petista citou os hospitais de Assú e Macaíba como exemplos de unidades em que a oferta de procedimentos foi ampliada durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Defendeu expandir esse modelo, com mais serviços nos equipamentos regionais. “A gente precisa fortalecer cada vez mais esses hospitais para a realização de cirurgias”, declarou.

O Hospital Metropolitano, em construção em Parnamirim, também foi apresentado como parte da estratégia. A unidade, que está sendo erguida com recursos do Governo Federal, terá 350 leitos e investimento superior a R$ 200 milhões. Cadu afirmou que o hospital ajudará a desafogar o Walfredo Gurgel e destacou que a obra já está em execução.

Na área de pessoal, declarou que pretende prorrogar o concurso da saúde, caso a medida ainda esteja pendente quando assumir, e realizar convocações conforme a necessidade dos serviços e as condições fiscais. “A gente vai chamando dentro dessa realidade que nós temos hoje”, afirmou, vinculando as admissões à reestruturação do serviço público e à responsabilidade fiscal.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01