Posição diverge da opinião do presidente Jair Bolsonaro, que pretende, o quanto antes, iniciar a desestatização da empresa pública - 12/08/2019

Marcos Pontes nega privatização dos Correios ainda este ano

Ministro ressaltou que é preciso um amplo estudo sobre a desestatização antes

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, negou que o processo de privatização dos Correios – estatal subordinada ao ministério – vá começar ainda este ano. A posição diverge da opinião do presidente Jair Bolsonaro, que pretende, o quanto antes, iniciar a desestatização da empresa pública.

Na semana passada, em Brasília, Bolsonaro disse que iria promover a privatização ainda em 2019. “Vamos privatizar os Correios”, disse ele, durante congresso da Fenabrave (entidade que representa concessionárias de veículos).

Já na sexta-feira, 9, em Natal, onde participou do lançamento da primeira fase do programa Ciência Conectada, que vai ampliar a infraestrutura de banda larga por fibra ótica nas regiões Norte e Nordeste, o ministro Marcos Pontes negou a existência de um plano para privatizar os Correios, pelo menos em curto prazo.

“Não tem nada definido, nada escrito, e vamos continuar o trabalho de fortalecimento da empresa [Correios]. Foi isso que eu transmiti, e é isso oficialmente que a gente tem. O presidente falou que iria colocar para privatizar, mas faltou colocar uma vírgula ali. Isso não é para agora. Há conversas entre o presidente e o Ministério da Economia, que está à frente deste trabalho de desestatização”, justificou.

Marcos Pontes explicou que ainda deve discutir com o ministro Paulo Guedes, da Economia, como será feito o estudo sobre a desestatização. “O estudo sobre a privatização será feito pelo Ministério da Economia. Além disso, este não é um trabalho fácil. Os Correios têm mais de 100 mil funcionários. Isso precisa ser feito de forma muito cautelosa e criteriosa”, reforçou.

Ainda de acordo com o ministro, o processo de privatização vai depender da aprovação do marco regulatório do sistema postal, que vai normatizar o setor. “O marco regulatório precisa ser definido antes da privatização. Já estabelecemos um grupo que vai ser composto por parlamentares para discutir melhor o documento”, encerrou. Fonte Agora RN.

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Comentários

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em 01/01/1970 - 12:01