Após a realização das buscas, em entrevista na entrada do prédio onde mora, em Brasília, o senador informou que colocou o cargo de líder do governo à dis - 20/09/2019

Líder do governo e seu filho receberam R$ 5,5 milhões, diz Polícia Federal

Senador Fernando Bezerra (MDB-PE)

O senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (DEM-PE), receberam ao menos R$ 5,538 mi em propinas, segundo a Polícia Federal. Na quinta, 19, os dois foram alvos da Operação Desintegração e tiveram seus gabinetes no Congresso vasculhados por agentes federais.

Após a realização das buscas, em entrevista na entrada do prédio onde mora, em Brasília, o senador informou que colocou o cargo de líder do governo à disposição.

A ação foi deflagrada com base no depoimento dos empresários João Lyra, Eduardo Freire Bezerra Leite e Arthur Roberto Lapa Rosal, investigados pela Operação Turbulência.

Segundo a Polícia Federal, há diversos elementos de prova que indicam o recebimento dos valores, entre 2012 e 2014, pagos por empreiteiras, em razão das funções exercidas pelos parlamentares.

De acordo com a Polícia Federal, haveria de indícios de autoria e materialidade de Bezerra Pai e Bezerra filho em crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, e falsidade ideológica eleitoral.

Segundo a decisão que autorizou a operação, os colaboradores confirmaram a participação no “pagamento sistemático de vantagens indevidas” ao senador e a seu filho por determinação de empreiteiras.

Em nota, a defesa dos parlamentares disse estranhar que as buscas tenham sido decretadas “em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade”.

Ainda ontem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que a Mesa Diretora da Casa vai entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a operação da PF. Um dos questionamentos, declarou Alcolumbre, é a realização de busca e apreensão no gabinete da liderança do governo sendo que, na época dos fatos investigados pela PF, Bezerra não tinha esse cargo. Agora RN.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01