Segundo a Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte (Asirn), ao todo, são 19 pessoas que vieram da Venezuela para se instalar na capita - 26/09/2019

Associação busca moradia para venezuelanos indígenas que pedem dinheiro nas ruas de Natal

G1 RN

Venezuelanos que pedem dinheiro nas ruas de Natal são indígenas e têm dificuldade de conseguir trabalho — Foto: Rafael Barbosa/G1

Venezuelanos que pedem dinheiro nas ruas de Natal são indígenas e têm dificuldade de conseguir trabalho — Foto: Rafael Barbosa/G1

Desde a semana passada, nas principais avenidas da Zona Leste e da Zona Sul de Natal, começaram a aparecer imigrantes venezuelanos pedindo dinheiro nos sinais. Os grupos se concentraram em Ponta Negra e em Petrópolis. Segundo a Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte (Asirn), ao todo, são 19 pessoas que vieram da Venezuela para se instalar na capital potiguar, e todos são índios Warao. A Asirn tenta agora conseguir moradia para esses imigrantes.

Esse grupo indígena é caracterizado pela pesca, hortifruticultura e artesanato. É uma população que vive em regiões ribeirinhas da Venezuela. Daí a dificuldade desses imigrantes de conseguirem trabalho nos centros urbanos brasileiros: eles não têm experiência com as profissões dessas localidades. Situações semelhantes têm acontecido no Norte do país.

Segundo a Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte (Asirn), em Natal, os índios venezuelanos estão vivendo em uma pousada na cidade da Esperança, na Zona Oeste. Lá, cada um paga R$ 20 pela diária, dinheiro que conseguem pedindo na rua.

O presidente da Asirn, Muhamad Taufik, conta que a Associação está tentando viabilizar um lugar para eles morarem. “É o que eles precisam mais urgentemente”, argumenta. Taufik afirma que a Asirn tem reunião marcada com entidades católicas para tentar conseguir a moradia. Caso não dê certo, a alternativa é acionar o poder público. “Essas pessoas vieram buscando uma situação melhor. Aquele que não tem comida lá, vem buscar comida aqui. A fome também mata, não é só a arma”, pontua Taufik.

Muhamad Taufik é presidente da Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte — Foto: Rafael Barbosa/G1

Muhamad Taufik é presidente da Associação em Solidariedade ao Imigrante do Rio Grande do Norte — Foto: Rafael Barbosa/G1

O grupo de indígenas da Venezuela que se fixou em Natal é formado por homens, mulheres e crianças. Famílias que saíram do país de origem em busca de oportunidades no Brasil. Segundo eles próprios relataram, estão em terras brasileiras há cerca de dois meses, viajando de cidade em cidade. Na capital potiguar, chegaram há pouco mais de uma semana.

A advogada Fernanda Rodrigues, que integra o corpo jurídico da Asirn, diz que o passo seguinte à moradia é conseguir atividade remunerada para os imigrantes. Por enquanto, a associação também está arrecadando roupas doadas, para crianças e adultos. O material é recebido na Mesquita de Natal (Rua Praia de Tourinhos, 2104, Ponta Negra) e na Igreja São João (Rua São João, 1363, Lagoa Seca).

 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01