De acordo com a Fundação Capitania das Artes (Funcarte), que organizou os eventos da virada de ano em Natal, a empresa descumpriu o contrato firmado com a Pre - 02/01/2020

Prefeitura vai processar empresa que não forneceu balsa para queima de fogos em Ponta Negra

Queima de fogos na zona Sul aconteceu na Via Costeira, com visibilidade em Ponta Negra

A Prefeitura do Natal anunciou nesta quinta-feira, 2, que vai ingressar com uma ação na Justiça contra a empresa Nacional Norte e Sul Transportes Turísticos – que deveria ter posicionado uma balsa no mar da Praia de Ponta Negra, de onde seria lançado o show pirotécnico do réveillon 2020 na zona Sul da cidade.

De acordo com a Fundação Capitania das Artes (Funcarte), que organizou os eventos da virada de ano em Natal, a empresa descumpriu o contrato firmado com a Prefeitura e não posicionou a balsa – o que motivou a transferência do show pirotécnico para um terreno na Via Costeira, o que desagradou a algumas pessoas que foram a Ponta Negra assistir à queima de fogos, que é tradicional na praia.

De acordo com o presidente da Funcarte, Dácio Galvão, a ação será protocolada na Justiça logo depois que for deflagrado também um processo administrativo contra a empresa. Administrativamente, a empresa será declarada inidônea pelo prazo de cinco anos, o que a impossibilita de assinar contratos com a Prefeitura por igual período.

Na Justiça, o Município deverá cobrar o pagamento de uma multa de 10% sobre o valor do contrato, por descumprimento, mais uma indenização por danos morais coletivos – de provavelmente duas vezes o valor do contrato. Com sede em Salvador (BA), a empresa Nacional Norte e Sul Transportes Turísticos foi contratada pela Prefeitura ao custo de R$ 209 mil para alugar uma balsa de onde seriam acendidos os fogos do ano novo.

Segundo a Funcarte, a empresa avisou apenas na segunda-feira, 30, véspera do réveillon, que não teria condições de cumprir o contrato, por causa de um problema no transporte da balsa para Natal. A empresa informou à Prefeitura que, por causa de um problema com uma carreta, não foi possível trazer a balsa do Rio de Janeiro (RJ) a tempo.

Em entrevista ao programa A Hora é Agora, da rádio Agora FM (97,9), Dácio Galvão explicou que, com a desistência da empresa baiana, a Prefeitura buscou alternativas para manter a queima de fogos em Ponta Negra.

Inicialmente, a Funcarte tentou alugar outra balsa, por meio de um contrato emergencial, mas não encontrou nenhuma disponível. Depois, o Município tentou levar os fogos para o pé do Morro do Careca ou para a cobertura de um prédio na região, mas a transferência teria sido rejeitada pelo Corpo de Bombeiros e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), por causa do risco de os estilhaços dos fogos atingirem alguma região de mata.

O único local disponível, segundo Dácio Galvão, foi um terreno na Via Costeira, entre os hotéis Ocean Palace e Serhs. De acordo com a Funcarte, a visibilidade dos fogos não ficou prejudicada, nem em Ponta Negra nem no alto da avenida Engenheiro Roberto Freire, onde se concentram bares e restaurantes, apesar de algumas críticas recebidas.

“É importante ressaltar que não houve nenhum prejuízo para a Prefeitura porque não houve nenhum adiantamento prévio”, comentou Dácio.

A queima de fogos em si foi fornecida por outra empresa: a Campina Comércio e Fogos de Artifício. Com sede em Campina Grande (PB), a empresa foi contratada pela Prefeitura ao custo de R$ 998 mil para montar o show pirotécnico tanto em Ponta Negra como na Redinha, na zona Norte da cidade. Este contrato foi integralmente cumprido pela empresa, segundo a Funcarte.

Apesar do imprevisto com a queima de fogos em Ponta Negra, Dácio Galvão fez um balanço positivo das festividades do “Natal em Natal” e da virada do ano na capital potiguar. O presidente da Funcarte lembrou que, na virada de 2018 para 2019, a Prefeitura investiu R$ 5 milhões nos eventos e houve uma circulação de R$ 50 milhões pela cidade, segundo pesquisa da Fecomércio.

“A minha expectativa é que, agora, essa circulação tenha sido maior. Estamos felizes porque vemos o sucesso (do evento) e a recepção pela população”, concluiu Dácio.

O Agora RN não localizou os responsáveis pela Nacional Norte e Sul Transportes Turísticos.

Portal No Ar.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01