Alvo da operação 'Juízo Final', facção ordenava crimes de dentro de unidades prisionais potiguares - 21/01/2020

MPRN obtém condenação de 13 integrantes de facção criminosa

Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do Rio Grande do Norte, foi um dos locais onde foram cumpridos mandados da operação Juízo Final

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de 13 integrantes de uma facção que ordenava crimes de dentro de unidades prisionais potiguares. O grupo foi alvo da operação denominada “Juízo Final”, deflagrada em junho de 2017.

Saiba mais: Operação que investiga crimes de facções é deflagrada no RN

Os 13 condenados por integrar organização criminosa são: Alan Carlos da Costa Lucas (4 anos e 1 mês de reclusão); José Eudenir de Oliveira Bezerra (4 anos e 1 mês de reclusão); Douglas Guttierry Soares Barroso (4 anos e 1 mês de reclusão); Ítalo Gastar da Costa (4 anos e 9 meses de reclusão); Márcio Miliano Saldanha (4 anos e nove meses de reclusão); Luã Costa Dias (4 anos e 9 meses de reclusão); Eduardo Jerônimo Andrade Araújo (5 anos e 6 meses de reclusão); Paulo Ricardo Alves Batista (5 anos e 6 meses de reclusão); Antônio Lucas do Nascimento (4 anos e 1 mês de reclusão); Weverton Torquato da Costa (4 anos e 9 meses de reclusão); Thiago Mendes da Silva (5 anos e 6 meses de reclusão); Igor Magdyell de Oliveira Brito (4 anos e 9 meses de reclusão) e Tiago Felipe Farias (4 anos e 9 meses de reclusão). Todos ainda foram multados.

A operação, que contou com o apoio da Polícia Militar, cumpriu 129 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão e 24 conduções coercitivas em 13 estabelecimentos prisionais estaduais e no presídio federal de Mossoró.

Juízo final

As investigações que levaram à deflagração da operação “Juízo Final” duraram quase 2 anos. O MPRN provou que a facção planejava ações relacionadas a tráfico de drogas, roubo de veículos, estouros de caixas eletrônicos, homicídios, estruturação da organização criminosa, entre outros, de dentro de unidades prisionais. O grupo ainda mantinha articulações com integrantes da facção, que surgiu em unidades prisionais paulistas, em outros estados do Brasil.

Cadernos apreendidos apontam a relação os integrantes da facção criminosa, data de batismo, função e número de telefones. Além disso, documentos com dados bancários foram apreendidos, o que colaborou para demonstrar a movimentação financeira do grupo.

Além disso, com autorização judicial, o MPRN obteve interceptações telefônicas que mostram o planejamento de resgate de presos, assaltos, roubo de veículos, tráfico e plano para matar rivais.

A operação Juízo Final contou com a participação de 200 policiais militares, promotores de Justiça, servidores do Gaeco e agentes penitenciários estaduais e federais. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Natal, Mossoró, Parnamirim, Ceará-Mirim, Macaíba, Baía Formosa, Itajá, Jucurutu, Nísia Floresta, Parelhas, Felipe Guerra, Baraúna, Caraúbas, Martins, São Francisco do Oeste, Tenente Laurentino Cruz e Pau dos Ferros. Agora RN.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01