Escola Municipal Professor Antônio Fagundes, em Mossoró, começou ano letivo com palestras para estudantes e mudou horários de intervalos para facilitar vigi - 21/02/2020

Escola muda rotina após caso de menina que morreu ao bater cabeça durante brincadeira em 2019 no RN: 'fica o medo'

Por Inter TV Costa Branca

Emanuela Medeiros, de 16 anos, morreu após cair e bater a cabeça durante brincadeira com colegas na escola em Mossoró — Foto: Arquivo da Família

Emanuela Medeiros, de 16 anos, morreu após cair e bater a cabeça durante brincadeira com colegas na escola em Mossoró — Foto: Arquivo da Família

No início do ano letivo de 2020, a Escola Municipal Professor Antônio Fagundes, em Mossoró, na região Oeste potiguar, mudou algumas das suas rotinas para evitar um novo acidente como o que vitimou a estudante Emanuela Medeiros, de 16 anos, em novembro do ano passado. A menina caiu e bateu a cabeça no chão durante uma brincadeira conhecida na internet como roleta humana. Ela não resistiu e morreu. De acordo com os próprios estudantes, o caso gerou um medo entre eles.

Desde que o caso aconteceu, a rede pública do município se mobilizou para fazer uma campanha para evitar a propagação de brincadeiras perigosas. Na escola, os horários de intervalo foram divididos para que os profissionais possam acompanhar melhor as crianças. Os mais novos, são liberados primeiro. Depois os maiores. São cerca de 250 alunos por turno na instituição.

"Nós estamos conscientizando o alunos, através de palestras com psicólogo, com a própria direção, com os professores, para que eles (estudantes) tenham cuidado ao utilizar a internet, as redes sociais, para que não acompanhem aqueles tipos de brincadeira", afirma o diretor da instituição, José Altemar.

"Nós nos reunimos e a preocupação e os cuidados com os alunos estão dobrados. Estamos sempre observando os grupos para evitar que algo de grave como o que aconteceu, venham a acontecer novamente", aponta o professor Aldo Firmino.

Emanuela era do último ano do Ensino Fundamental. Se estivesse viva, estaria cursando o Ensino Médio em outra instituição, porque a escola municipal só tem turmas até o 9º ano. Mesmo com a tristeza do caso, a fatalidade deixou ensinamentos para os alunos que ficaram na instituição.

"Depois do que aconteceu aqui, a gente só alerta as pessoas, comenta na internet que é perigoso, porque foi uma coisa que deixou todo mundo com medo, muito assustado, porque, por mais que a gente não tivesse contato, era alguém da escola que fez falta", diz a estudante Layla Santiago.

"Você toma mais cuidado. Essas brincadeiras são desnecessárias. Fica um receio, um medo", comenta a estudante Rayssa Victória.

Emanuela Medeiros era aluna do 9º ano da Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró — Foto: Isaiana Santos/Inter TV Costa Branca

Emanuela Medeiros era aluna do 9º ano da Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró — Foto: Isaiana Santos/Inter TV Costa Branca

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01