
Enquanto o olfato em cães depende do nariz, em insetos, os receptores olfativos são encontrados nas antenas - 04/03/2020
Inseto pode substituir cães farejadores na detecção de explosivos

Gafanhotos usados na pesquisa foram equipados com 'mochilas' de sensores
O olfato canino é um dos melhores nesse sentido. Mas capacitar um cachorro para cumprir essa tarefa que salva milhares de vidas todos os anos é uma atividade custosa e exige muito tempo e dedicação.
Porém, um estudo da Universidade de Washington em Missouri, nos Estados Unidos, descobriu outro animal que pode ser um detector ideal de substâncias explosivas.
Trata-se do gafanhoto-sul-americano, o Schistocerca americana — seu nome científico.
Menos treinamento que os cachorros

reinar cachorros para encontrar explosivos é uma tarefa que exige tempo e dinheiro.
Foto: GETTY IMAGES
Enquanto o olfato em humanos ou cães depende do nariz, em insetos, os receptores olfativos são encontrados nas antenas. Graças a elas, eles podem detectar odores no ar, seja de comida, de predadores ou produtos químicos.
Os neurônios receptores olfativos, por sua vez, enviam sinais elétricos para uma parte do cérebro do inseto conhecida como lobo antenal.
Cada antena do gafanhoto-sul-americano tem cerca de 50.000 destes neurônios.
Para aproveitar esse sistema e avaliar a capacidade do gafanhoto-sul-americano de diferenciar aromas, o pesquisador Baranidharan Rama e sua equipe implantaram eletrodos nos lobos das antenas dos insetos.
Em seguida, lançaram diferentes vapores nas proximidades. Alguns continham traços de explosivos como dinamite, trinitrotolueno (TNT) e 2,4-dinitrotolueno (DNT). Outros, continham substâncias inofensivas.
Assim, descobriram que as diferentes essências ativavam diferentes neurônios nos lobos das antenas dos insetos.
Ao analisar os sinais elétricos detectados pelos eletrodos, os pesquisadores conseguiram determinar quando os insetos detectavam explosivos e quando não.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
