Morte foi registrada no último sábado (2) em Ipanguaçu. Paciente esperava leito desde a sexta-feira (1º) e teve agravamento do quadro. - 06/05/2020

Idosa de 72 anos morre com coronavírus após passar mais de 24 horas sem conseguir leito de UTI no interior do RN

 G1 RN

Dos 10 leitos de UTI do Hospital Tarcísio Maia em Mossoró, três não funcionavam no dia 1º por falta de insumos, segundo central de regulação. — Foto: Sesap/Divulgação

Dos 10 leitos de UTI do Hospital Tarcísio Maia em Mossoró, três não funcionavam no dia 1º por falta de insumos, segundo central de regulação. — Foto: Sesap/Divulgação

Uma idosa de 72 anos que testou positivo para o novo coronavírus morreu no último sábado (2) após passar mais de 24 horas sem acesso a um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em Ipanguaçu, na região Oeste potiguar. De acordo com a secretaria de Saúde, o município não tem equipamento do tipo e tentou transferir a paciente para um leito de alta complexidade em Mossoró - maior cidade da região - ainda na sexta-feira (1º), quando ela deu entrada em uma unidade de saúde do município. Não havia vaga disponível.

A secretaria municipal de Mossoró, responsável pela regulação dos leitos de UTI, afirmou ao G1 que na ocasião faltavam leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (que pertence ao estado) e no Hospital São Luiz (cujos leitos foram abertos em parceria do município, estado e uma entidade privada).

"No dia do pedido, todos os leitos estavam ocupados. O Hospital São Luiz estava abrindo na cidade e, naquele momento, estava com os leitos regulados para pessoas de Mossoró e Região. A transferência da paciente não foi possível para o Hospital Regional Tarcísio Maia porque dos 10 leitos de UTI que foram abertos pelo governo do Estado, com ajuda de empresários locais, 7 estavam ocupados e 3 fechados por falta de insumos", informou a pasta.

Em nota, porém, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que "na madrugada do sábado, o hospital São Luiz estava com 20 leitos clínicos e 10 de UTI em funcionamento e não estavam todos ocupados".

Além de gerenciar os leitos por disponibilidade, Mossoró também gerencia as filas de leitos. Quando, em algum momento, a oferta está menor que a demanda, ocorre fila de espera. Nesse caso, a prioridade de atendimento é determinada pela classificação de risco do paciente.

 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01