Aquisição de 1 mil respiradores foi cancelada em abril passado pelo Consórcio Nordeste ao se verificar falhas mecânicas nos aparelhos adquiridos; Governo da - 27/05/2020

RN aguarda definição da Bahia para reaver R$ 5 mi gastos em respiradores

Compra dos respiradores hospitalares foi iniciada no início do mês de abril

OGoverno do Rio Grande do Norte aguarda resultado do distrato feito pelo Governo do Estado da Bahia para a compra de respiradores para reaver R$ 5 milhões. O recurso foi a cota-parte utilizada pela gestão estadual para a compra dos equipamentos através do Consórcio Nordeste. A licitação, feita pelo governo baiano, com o valor global de R$ 49 milhões, acabou frustrada com o não envio dos produtos. A empresa contratada, sediada nos Estados Unidos, cancelou a compra no fim de abril. 

No dia 1º de abril, o governo da Bahia, que preside o consórcio de Estados, assinou o contrato com a empresa Ocean 26. O documento previa a entrega de 600 respiradores até o dia 20 de abril e outros 400 no dia 5 de maio. O valor unitário cobrado pelo respirador foi de R$ 102,6 mil. A Bahia pagou antecipadamente 80% do preço do primeiro lote de 600 unidades (R$ 49,2 milhões). O restante seria quitado quando o equipamento fosse embarcado. O acerto era de que o governo baiano ficaria com metade do carregamento e a outra metade seria distribuída entre os Estados do Nordeste. 

No entanto, no dia 29 abril, após a empresa não ter feito a entrega dos equipamentos, o Governo da Bahia decide cancelar a compra. Esta, por sinal, foi a segunda tentativa frustrada do Consórcio Nordeste em adquirir respiradores. No início de abril, 600 respiradores adquiridos a uma empresa chinesa ficaram retidos nos Estados Unidos. 

Agora, um mês depois do caso, o Rio Grande do Norte aguarda que o processo de distrato feito pela Bahia com a empresa Ocean 26 ocorra. De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) encaminhou ao Ministério Público do Estado (MPRN) de toda a documentação que resultou no repasse, pelo Estado, para aquisição dos equipamentos. 

O governo detalha, ainda, que a reversão contratual teve início a partir do momento em que uma empresa contratada para realizar a perícia nos equipamentos apontou falha nas válvulas. Na incerteza de que o ajuste necessário ocorreria a tempo, o Consórcio resolveu denunciar o contrato por descumprimento de cláusula. Após isso, a empresa admitiu de forma definitiva a impossibilidade de sanar as inadequações e, com isso, optou-se pela quebra irrevogável do contrato. 

“A Bahia, estado a quem cabe capitanear a ações coletivas do Consórcio Nordeste, publicou no seu Diário Oficial a rescisão do contrato, e anunciou medidas judiciais para ressarcimento dos valores, entre os quais sequestro de bens da empresa, entre outros”, pontuou em nota oficial a Secretaria de Comunicação. Agora RN.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01