Presidente diz a apoiadores, após decisões do Supremo, que há quem esteja querendo dizer como ele deve governar e que estão abusando. - 17/06/2020

â??Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugarâ?, diz Bolsonaro

Ao ser abordado nesta quarta-feira (17) por uma apoiadora que afirmou que outros Poderes não permitem que o presidente governe, Jair Bolsonaro (sem partido) disse que houve abuso na operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra seus aliados e que "está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar". 

"Em 1970, eu já estava na luta armada e conheço tudo o que está acontecendo no Brasil. Você está falando respeitosamente comigo, sei disso. Mas tem gente que nasceu 40 anos depois do que eu vivi e quer dizer como devo governar o Brasil. Eu estou fazendo exatamente o que tem que ser feito", disse. 

"Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca. Eles estão abusando. Isso está [a] olhos vistos. O ocorrido no dia de ontem, no dia de hoje, quebrando sigilo de parlamentares, não tem história nenhuma visto numa democracia por mais frágil que ela seja. Então, está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar", afirmou o presidente, no jardim do Palácio da Alvorada, onde reuniu apoiadores. 

A declaração de Bolsonaro veio depois que uma mulher, se dizendo ativista conservadora, afirmou que Bolsonaro não conseguia governar por causa da interferência de outros Poderes e da esquerda. A conversa foi gravada e divulgada por apoiadores. A imprensa não teve acesso ao local. 

Um dia antes, em rede social, Bolsonaro afirmou em redes sociais que não pode "assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas". Ele afirmou ter presenciado abusos nas últimas semanas. 

Segundo o presidente, o histórico do governo prova que sempre esteve "ao lado da democracia e da Constituição brasileira". De acordo com ele, até o momento nenhuma medida demostra qualquer apreço a autoritarismo. 

Nesta terça-feira (16), a Polícia Federal realizou operação contra aliados do presidente, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão. A medida tem o objetivo de instruir o inquérito que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos da prática de atos antidemocráticos. 

Entre os alvos estavam um advogado e um marqueteiro ligados à Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta criar desde sua saída do PSL, no final do ano passado. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01