Presidente disse que espera indicar o novo ministro da Educação nesta sexta-feira (10) e afirmou ter conversado com 'cinco ou seis nomes' - 10/07/2020

Em live, Bolsonaro fala em indicar nome para o MEC nesta sexta (10) e critica Facebook

Presidente fez live solitário, após ser diagnosticado com a Covid

Em isolamento após o diagnóstico positivo para a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou a sua live semanal das quintas-feiras sozinho, sem a participação habitual de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e de integrantes do governo. 

O presidente disse que espera indicar o novo ministro da Educação nesta sexta-feira (10) e afirmou ter conversado com "cinco ou seis nomes". Bolsonaro afirmou estar buscando um nome que "promova o diálogo" e que "não pode botar as pessoas por pressão". 

O cargo está vago desde o último dia 30, quando Carlos Alberto Decotelli pediu demissão após serem apontadas inconsistências em seu currículo. A nomeação de Decotelli foi revogada antes de ele tomar posse e, portanto, o último ministro efetivo é Abraham Weintraub, que deixou o governo em 18 de junho. 

Desde então, o cargo vem sendo ocupado interinamente pelo secretário-executivo, Antônio Paulo Vogel. O presidente chegou a definir o nome de Renato Feder, secretário da Educação do Paraná, para o posto. No entanto, Feder acabou recusando o convite depois de sofrer pressão de parte dos aliados do governo pela proximidade com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Facebook 

Bolsonaro criticou a decisão do Facebook de derrubar páginas que o apoiavam, e afirmou que a empresa agiu politicamente. Ele disse não considerar que há "conteúdo de ódio" nas páginas derrubadas pela rede social. 

"É lamentável o que está acontecendo. Nós não podemos perder a nossa liberdade. Isso me elegeu presidente da República", afirmou Bolsonaro na live. "Desafio a mostrar uma postagem de ódio", completou. 

As páginas removidas no Brasil pertenciam a assessores de Bolsonaro e de aliados, segundo o Facebook. 

De acordo com comunicado divulgado pela rede social, as investigações envolvem "comportamento inautêntico coordenado no Brasil". Isso, segundo a rede social, quer dizer que "grupos de páginas ou pessoas atuam juntas para enganar os outros sobre quem eles são ou sobre o que estão fazendo". Segundo a empresa, as postagens não precisam ser necessariamente falsas. 

Cloroquina 

Bolsonaro também rebateu as críticas que recebeu por divulgar vídeo tomando a hidroxicloroquina. "Não estou ganhando nada com isso. Estão dizendo que eu estou fazendo propaganda da hidroxicloroquina, não tenho nenhum negócio com essa empresa", disse. 

O presidente afirmou que tomou o medicamento mediante receita médica. "Devidamente recomendado pelo médico, recomendo que você faça a mesma coisa [procure um médico], caso sinta sintomas", disse. 

Pela cronologia citada por Bolsonaro, ele começou a tomar o medicamento antes da confirmação da Covid-19. A recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) é o receituário apenas a casos confirmados. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01