Segundo dona de casa, condomínio sugeriu que ela se mudasse para uma casa e emitiu multa por barulhos provocados pelas crianças durante o dia. - 14/07/2020

Após se mudar, mãe de crianças autistas denuncia condomínio de Natal por discriminação

Por G1 RN

Mãe de crianças autistas denuncia condomínio de Natal por discriminação - Foto de Arquivo — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Mãe de crianças autistas denuncia condomínio de Natal por discriminação - Foto de Arquivo — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Porém, em resposta, a síndica sugeriu que ela procurasse uma casa para morar, porque nenhum morador seria obrigado a "aguentar gritos e barulhos". 

"Não é porque seus filhos tem problemas que os vizinhos tem que aguentar não. Esses dias recebi várias reclamações, muitos gritos e muitos barulhos vindo do seu apto. Aqui é um condomínio, aqui tem normas. Os vizinhos me reclamam demais e com razão. Então você como mãe tem que conversar com eles. Sabe (nome suprimido), o ideal é você morar em uma casa, pois não tem normas e em condomínio sempre terá normas. Ninguém tem o direito de aguentar gritos e barulhos, tem morador que não pode assistir uma TV por causa do barulho", dizia a mensagem recebida por ela. 

A dona de casa afirma que ficou em choque ao receber a resposta. No dia seguinte, ela recebeu outra mensagem, dessa vez da dona do apartamento, que era alugado, informando que o condomínio entrou em contato para avisar que seria notificada e multada por causa do barulho. 

"É muito triste que isso aconteça em plena pandemia quando as pessoas deveriam ter mais empatia e serem compreensivas. Estamos todos em isolamento social, onde somos obrigados a ficar em casa. Todas as crianças estão em casa! O barulho ou incômodo aos vizinhos foi durante o dia. E além de tudo meus filhos dormem cedo, na rotina normal passam mais tempo fora de casa, pois além da escola eles têm acompanhamento médico e terapêutico. As características do Autismo não mudam! Nós que temos que nos adaptar a eles. E todos têm a obrigação de respeitar", afirmou em um desabafo publicado em uma rede social, ressaltando que nenhuma pessoa com deficiência pode ser proibida de morar em um condomínio. 

Orientada por outras mães de crianças autistas e profissionais que acompanham as famílias, a mulher registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Criança e do Adolescente e também relatou o caso ao Conselho Tutelar, denunciando o condomínio por violação de direitos das crianças. Ela também afirmou que vai entrar na Justiça contra o condomínio por danos morais e afirmou que decidiu compartilhar a história para encorajar outras famílias que também passam por situações como essa. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01