
Alimentos eram da merenda escolar e deveriam ter sido destinados às famílias dos estudantes. Direção alega que alimentos estavam vencidos, mas fotos comprov - 17/08/2020
Vigilante encontra cerca de 50 quilos de alimentos enterrados em quintal de escola municipal de Natal
Por G1 RN
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Cerca de 50 quilos de alimentos foram encontrados enterrados em CMEI de Natal
Um vídeo feito por um vigia do Centro Municipal de Educação Infantil Professora Carmem Maria Reis, em Natal, mostra uma grande quantidade de alimentos enterrados nos fundos da escola. No vídeo, o vigia aparece desenterrando os alimentos. São cerca de 50 kg em embalagens de flocos de milho, arroz, farinha, açúcar e macarrão.
Com as aulas suspensas por causa da pandemia do coronavírus, a orientação da Secretaria Municipal de Educação era de que os alimentos das escolas fossem distribuídos para os pais dos alunos.
O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Carmem Maria Reis funciona há 14 anos no bairro de Ponta Negra. As imagens foram anexadas a um pedido feito à Promotoria de Justiça da Educação de Natal para que o caso de desperdício seja investigado.
De acordo com o vigia que fez a denúncia, ele percebeu uma movimentação estranha de funcionários no quintal dos fundos da escola. Durante o plantão, ele foi até o local e, ao remover a terra, encontrou a comida enterrada.
O advogado Luciano Ribeiro Falcão foi o responsável pelo pedido de investigação. Ele trabalha na Organização Mutirão, uma associação com sede na Vila de Ponta Negra que atua na promoção da defesa da educação. A entidade foi procurada pelo funcionário da escola que fez a denúncia e apresentou o vídeo de celular, além de fotos. De acordo com ele, o desperdício vem acontecendo desde o ano de 2018.
“Um dos serviços que o vigia fazia era colocar o lixo pra fora. E ele começou a perceber que havia uma grande quantidade de comida sendo jogada e fez muitas fotos. É uma acusação muito séria de desperdício de alimentos. Juridicamente as condutas precisam ser investigadas. É inaceitável na realidade em que muitas famílias daquela região vivem, que alimentos sejam jogados no lixo”, destacou o advogado.
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Comentários
disse:
em 01/01/1970 - 12:01
