
Empresa anunciou venda de campos de exploração e estruturas como a refinaria Clara Camarão, localizados no estado. Segundo diretor, apenas campos de prospecà - 26/08/2020
Com venda de ativos anunciada, Petrobras poderá deixar RN em até dois anos; 'SaÃda não é negativa', diz diretor
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Entrada da Unidade de Operações da Petrobras em Guamaré, no RN (Arquivo) — Foto: Igor Jácome/G1
Com o anúncio feito ao mercado sobre abertura para venda dos seus campos de exploração em terra, em águas rasas, além da estrutura logística e de refino de petróleo e gás no Rio Grande do Norte, a Petrobras anunciou praticamente a saída do estado, na noite da última segunda-feira (24). Em entrevista ao G1, o diretor de Relacionamento Institucional da companhia, Roberto Ardenghy, afirmou que normalmente o processo de venda dura de um a dois anos.
De acordo com o Roberto Ardenghy, a Petrobras vai encerrar todas suas operações de exploração de petróleo em terra para focar nas águas profundas. A explicação? A lucratividade. Ele exemplifica: um único poço na Bacia de Santos, no pré-sal, produz 50 mil barris diários de petróleo - quase o dobro do que todos os campos colocados a venda no estado, juntos, produzem diariamente.
Ele ainda ressaltou que a estatal deverá manter pelo menos dois projetos de prospecção em águas profundas, na costa potiguar, que poderão ter exploração de petróleo e gás no futuro, caso haja viabilidade. Por enquanto, os poços são apenas para análise.
Não é negativa a saída da Petrobras. A Petrobras teve um ciclo no estado, realizou projetos que foram importantes, mas agora talvez seja o momento de entrar também outras empresas, com mais dinamicidade, com mais vontade de trabalhar esses projetos menores, e ai a Petrobras vai seguir seu caminho com projetos de outras naturezas
— Roberto Ardenghy, diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras
Para o diretor, ao invés de negativa, a venda dos ativos a pequenas petrolíferas poderá voltar a alavancar o mercado de óleo e gás potiguar, com aumento da produção dos poços de exploração em terra e em águas rasas. Ele ainda afirmou que estatal está pronta a dialogar com a governadora Fátima Bezerra (PT), que afirmou que recebeu a notícia com perplexidade e indignação.
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Roberto Ardenghy, diretor de Relações Institucionais da Petrobras — Foto: Reprodução
Venda
O polo colocado à venda compreende três subpolos (Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana), totalizando 26 concessões de produção, 23 terrestres e três marítimas, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.
As concessões do subpolo Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 km e 22 km da costa do município de Guamaré. As demais concessões dos subpolos Canto do Amaro e Alto do Rodrigues são terrestres. Segundo a Petrobras, a produção média de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 23 mil barris de óleo por dia (bpd) e 124 mil m³/dia de gás natural.
Além das concessões e suas instalações de produção, está incluída na transação a Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, com capacidade instalada de refino de 39.600 bpd.
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
