
Primeira colheita no Vale do Açu deve acontecer ainda em 2020, segundo empresários. - 27/09/2020
Produtores investem em plantação de cana-de-açúcar irrigada para fazer cachaça artesanal no sertão potiguar
Por Hugo Andrade, Inter TV Costa Branca
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Plantação de cana-de-açúcar no Vale do Açu, no Oeste potiguar — Foto: Reprodução/Inter TV Costa Branca
Em meio a vegetação da caatinga, o verde do canavial se destaca. A plantação de cana-de-açúcar fica em uma propriedade na zona rural de Assú, no Oeste potiguar. Os dois hectares plantados se desenvolvem de forma satisfatória. Quem teve a ideia de começar o cultivo no Vale do Açu foi o engenheiro agrônomo Antonez Aquino.
“Não é comum no semiárido do nordeste o cultivo de cana-de-açúcar. A gente vê nas regiões litorâneas do estado, na Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Quando você adentra para o sertão, você não tem um plantio de cana por causa das condições climáticas. A precipitação anual é de 400 mm de água por ano. A cultura precisa de pelo menos 1200 mm”, explica o produtor.
Para resolver a barreira da falta de chuva periódica e viabilizar o plantio, o canavial é irrigado diariamente por meio da técnica de gotejamento, onde a água é aplicada de forma pontual através de gotas diretamente ao solo.
A irrigação nas lavouras de cana-de-açúcar ainda é pouco utilizada. Mas esse processo tem sido intensificado nos últimos cinco anos e interfere diretamente na produção.
No Rio Grande do Norte, a média de produtividade é de 47 toneladas por hectare - isso nas plantações de sequeiro, ou seja, aquelas que dependem da água da chuva. Com a irrigação, essa produtividade poderá ultrapassar as 100 toneladas.
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Cana-de-açúcar produzida no Oeste potiguar será usada em fabricação de cachaça artesanal. — Foto: Reprodução/Inter TV Costa Branca
Outro benefício da irrigação é o aumento no número de ciclos de produção da cana. Enquanto no plantio tradicional a planta se desenvolve por cinco anos, com a irrigação, os ciclos podem chegar a até 12 anos para que o cultivo seja renovado.
Até o início do próximo período chuvoso, a expectativa do produtor é ampliar a área plantada, totalizando seis hectares de cana-de-açúcar. O que deve gerar uma produção entre 600 e 720 toneladas da matéria-prima pra cachaça. Toda a produção será destinada para a fabricação da bebida artesanal.
As primeiras plantas devem atingir o ponto certo para serem colhidas a partir de novembro deste ano. Enquanto a cana não cresce, os preparativos no alambique seguem na reta final. O maquinário para a produção da cachaça está praticamente pronto. A instalação do alambique de cobre, fundamental na fabricação da cachaça, foi um passo importante.
“A gente visitou vários engenhos na Paraíba, Pernambuco e Minas Gerais. Então foram várias visitas e conseguimos tirar o melhor de cada um para montar esse alambique aqui no Vale do Açu, bem no coração do Rio Grande do Norte”, lembra George Darlos, sócio do projeto.
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em 01/01/1970 - 12:01
