
Juliano Silveira é geriatra e tem atuado na linha de frente contra a Covid-19. Ele relata sobrecarga no trabalho e como tem lidado com o medo e as perdas neste - 18/10/2020
'� impactante ver um colega padecer da doença', diz médico potiguar que atua no combate à Covid-19
G1 RN
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Juliano Silveira tem atuado contra Covid-19 no Rio Grande do Norte — Foto: Cedida
A pandemia de Covid-19 provocou um ano atípico no Rio Grande do Norte, fez com que boa parte das pessoas mudasse a rotina e ficasse em isolamento social, dentro de casa. Os empregos foram adaptados e muitos viraram home office, numa tentativa de prevenir o contágio pelas ruas.
Enquanto isso acontecia e o vírus se espalhava pelo estado, os médicos, por sua vez, tiveram uma sobrecarga no trabalho e precisaram lidar com o estresse, o medo da doença e a tristeza das perdas de maneira muito próxima, vivendo o dia a dia de um cenário pouco aconchegante.
Um desses casos é o do médico Juliano Silveira, de 35 anos, que neste Dia do Médico, ainda segue em atuação constante na linha de frente da doença. Ele trabalha em dois hospitais públicos e um privado em Natal.
"Esses meses foram bem tensos, porque a gente teve que se desdobrar cada vez mais em conseguir dar assistência. E colegas adoeceram. E a gente teve, todo mundo, que se ajudar bastante", relata.
O médico conta que o período de maior angústia que viveu foi quando as unidades de saúde públicas e privadas de Natal superlotaram, entre os meses de maio e junho.
"Pra mim, foi angustiante ver os pacientes sendo encaminhados para a urgência pública e não terem como ser atendidos. Ver os pacientes sendo encaminhados para urgência privada e o pronto-socorro ter que fechar as portas por falta de capacidade", diz.
"O que gerou mais angústia na pandemia foi isso: saber que nossa rede hospitalar não estava preparada para receber essa pandemia".
Tempo de medo e perdas
Lutando na linha de frente da batalha contra o coronavírus, os médicos e profissionais da saúde se expõem mais ao risco de contágio. Mas, apesar do receio, cumprem a missão de atender.
"Esse período realmente gera um pouco de medo, principalmente pelo nosso adoecimento e dos nossos familiares", relata Juliano.
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Médico Juliano Silveira, de vermelho, ao lado do colega médico Evanilson: os dois em atuação em casos de Covid-19 no Juvino Barreto — Foto: Arquivo pessoal
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
