
Na noite de sexta-feira (4) prontos-socorros de algumas unidades da capital suspenderam atendimentos. Rede privada tem maior ocupação nos leitos críticos de - 05/12/2020
Pacientes relatam não conseguir atendimento em hospitais privados de Natal
Inter TV Cabugi e G1 RN
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Hospital Rio Grande, em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Pacientes relataram que não conseguiram atendimento médico em alguns hospitais privados de Natal na noite desta sexta-feira (4). Entre as unidades que tiveram problemas no turno da noite, nos prontos-socorros, estão o Hospital Rio Grande e o Hospital da Unimed. Mais cedo, o Hospital do Coração também tinha registrado dificuldades para o atendimento.
"Eu estou com uma pneumonia viral. Eu sou diabética. Estou andando nos hospitais porque eu estou tendo arritmia cardíaca e muita falta de ar. Está suspenso o atendimento (aqui). Vou procurar outro hospital", disse a funcionária pública Marijane Cristina Lacerda de Menezes, que foi diagnosticada com Covid-19, ao procurar o Hospital Rio Grande na noite de sexta-feira.
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Marijane Cristina Lacerda de Menezes foi diagnosticada com Covid-19 e após se sentir mal não conseguiu atendimento em hospital particular — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
O Hospital Rio Grande, inclusive, tem 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 - os nove estão ocupados. Na mesma situação está o Hospital São Lucas, com os 10 leitos de UTI ocupados.
No Hospital da Unimed, pacientes relataram que chegaram às 17h e até depois das 20h não haviam sido atendidos. A partir do fim da tarde, inclusive, os novos pacientes sequer entravam na fila e já eram informados que não seriam atendidos.
"Minha mãe é hipertensa. Ela está há dois dias passando muito mal. Então hoje eu vim aqui com ela no hospital e falaram simplesmente que não está atendendo", disse Sheila Cunha de Assis, que foi até a unidade com a mãe de 66 anos.
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Sheila Cunha de Assis foi procurar atendimento para a mãe no Hospital da Unimed — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
Minha mãe paga um plano de saúde caro, está passando mal há dois dias e ela vai morrer na rua, no caminho, na porta do hospital e ninguém vai atender? Eu estou indignada"
— Sheila Cunha de Assis, mãe de uma paciente
Ela contou que o recado dado na recepção era de que os médicos haviam dito que não poderiam mais atender. "O hospital na recepção não estava cheio, as cadeiras estavam vazias. Eu contei 9 pessoas. Não sei porque eles resolveram não atender. Não sei que superlotação é essa se está tudo vazio".
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Hospital do Unimed, em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Em nota, o Hospital Rio Grande disse que, além dos nove leitos de UTI, os 10 leitos clínicos exclusivos para o atendimento de pacientes com a Covid-19 ficaram ocupados "ao longe de toda a semana".
"Sempre que desocupa um leito, rapidamente ele já é disponibilizado para outro paciente que aguarda na fila de espera", diz em nota.
Em relação ao atendimento no pronto-socorro, "o serviço tem registrado um grande aumento diário de pacientes, assim como todos os demais serviços de urgência e emergência das demais unidades hospitalares da capital".
"Nesta sexta-feira a procura aumentou cerca de 100%, o que fez com que a a equipe médica decidisse pela suspensão temporária no atendimento".
Quem também teve problema na sexta-feira foi o Hospital do Coração após uma pane no sistema que atrasou os atendimentos no pronto-socorro no turno da manhã, gerando fila. A direção da unidade confirmou a alta demanda nos últimos dias, com um aumento de 50% no atendimento diário no pronto-socorro.
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Hospital do Coração, em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
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disse:
em 01/01/1970 - 12:01
