Mudança para a Escola Municipal Santos Reis seria realizada neste sábado (23). Nova audiência é marcada para sexta-feira (29) e novas alternativas serão ap - 23/01/2021

Justiça suspende transferência de famílias de prédio histórico da UFRN para escola

Famílias ocupam prédio histórico da UFRN em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Famílias ocupam prédio histórico da UFRN em Natal — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A decisão judicial que obrigava a prefeitura de Natal a abrigar as cerca de 60 famílias que ocupam o prédio da antiga Faculdade de Direito da UFRN na Escola Municipal Santos Reis foi suspensa neste sábado (23). Uma nova audiência foi marcada para sexta-feira (29) para que sejam discutidas e apontadas soluções para o problema. 

"Foi feita uma petição informando da presença de população contrária à vinda da ocupação para esta escola. Em razão da possibilidade de se ter um confronto, em que teria que ter uma estrutura policial, foi dado esse comando e vai se certificar nos autos a impossibilidade do cumprimento", contou Thiago Tavares, procurador chefe do Patrimônio. 

Na sexta-feira (22), pais e mães dos estudantes matriculados na Escola Municipal Santos Reis protestaram na frente do prédio contra a realocação das famílias que fazem parte do Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Eles argumentam que a mudança atrapalharia a retomada das aulas presenciais na unidade, prevista para 1º de fevereiro. 

O procurador Thiago Tavares contou que "as equipes que estavam de prontidão para cumprir a ordem judicial" na manhã deste sábado. As famílias que ocupam o prédio da antiga Faculdade de Direito da UFRN também haviam separado móveis e itens pessoais para a realização da mudança, que foi suspensa. 

Famílias que ocupam prédio histórico da UFRN preparavam mudança, que foi adiada — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Famílias que ocupam prédio histórico da UFRN preparavam mudança, que foi adiada — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

"A mudança não vai ocorrer. Deixando bem claro que se tratava de uma ordem judicial. O município foi condenado a realizar essa remoção. A diligência está suspensa e vamos aguardar esta discussão ampla com a União, o Estado e o Município para a gente resolver no dia 29 na audiência que vai ocorrer", comentou o procurador. 

 

A prefeitura deve apresentar novas alternativas como outros prédios públicos ou privados alugados. "Todas as alternativas serão colocadas na audiência para que o problema seja resolvido e a decisão judicial seja cumprida", finalizou Thiago. Fonte G1RN.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01