Ilnara Uchôa, de 34 anos, deixou filho de 4 anos em Mossoró para cuidar de pacientes no Amazonas. Ela cita cansaço, cenário caótico e reconhecimento dos pa - 28/01/2021

Enfermeira potiguar que trabalha em hospital de campanha contra Covid-19 em Manaus relata experiência: 'Cenário de guerra'

 Inter TV Costa Branca

Mossoroense Ilnara Uchôa, de 34 anos, trabalha no Hospital de Campanha de Manaus desde o dia 17 de janeiro — Foto: Cedida

Mossoroense Ilnara Uchôa, de 34 anos, trabalha no Hospital de Campanha de Manaus desde o dia 17 de janeiro — Foto: Cedida

Desde o dia 17 de janeiro, a enfermeira potiguar Ilnara Uchôa, de 34 anos, está em Manaus atuando em um Hospital de Campanha montado para pacientes com a Covid-19. O Amazonas vive uma segunda onda da pandemia da Covid-19 e já enviou mais de 300 pacientes para outros estados, inclusive para o Rio Grande do Norte. Ela foi escalada para essa missão pela empresa em que trabalha, deixando o filho de 4 anos e toda família em Mossoró, no Oeste potiguar.

“Eu me deparei com um verdadeiro cenário de guerra. São muitos doentes. Os leitos estão sempre 100% ocupados e ainda com espera. É uma segunda onda muito mais avassaladora. Os pacientes muito mais complexos. Realmente muito grave”, contou ao G1.

A unidade onde ela está possui 35 leitos semi intensivos específicos para pacientes com a Covid-19. Apesar de atuar na linha de frente, a enfermeira ainda não recebeu a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Segundo ela, ainda não há previsão. Em Manaus a vacinação contra a Covid é alvo de denúncias de "fura-fila" e outras irregularidades.

A enfermeira conta que a jornada de trabalho tem sido exaustiva durante esses mais de 10 dias. “Chego cedo e saio quando a demanda permite”, relata.

Lidar com pacientes com a Covid-19 não é novidade pra ela, que desde o início da pandemia atua na linha de frente contra a doença em Mossoró, onde mora. Mas o ambiente que encontrou na capital amazonense é de medo.

Desde o dia 14, Manaus adotou um toque de recolher que não permite ninguém nas ruas sem justificativa depois das 19h. Com a piora na situação, o decreto foi ampliado para 24 horas durante sete dias. O Amazonas já contabiliza mais de 7,5 mil mortes pela Covid-19.

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01