
Com o fim do benefício concedido pelo governo federal, a população do RN precisa se desdobrar para enfrentar endividamento e desemprego ainda em meio à pand - 05/02/2021
Fim do auxílio emergencial derruba renda de 1,2 milhão de potiguares

O fim do auxílio emergencial liberado pelo governo federal na pandemia de Covid-19 coloca um ponto de interrogação no planejamento dos potiguares, que sem a renda, terão de se desdobrar para enfrentar endividamento, desemprego e falta de condições básicas de sobrevivência. Somente no Rio Grande do Norte, mais de 1,2 milhão de pessoas tiveram a renda impactada pelo fim do auxílio. Ao todo, foram 1.269.615 potiguares beneficiados com as parcelas. É o caso de Lucrécia Alves que viu sua renda despencar em 90% de maio de 2020 a janeiro deste ano. Ela recebeu cinco parcelas do benefício de R$ 1.200 para mães chefes de família e quatro parcelas com metade do valor. Na segunda-feira 1º, Lucrécia fez o primeiro saque de R$ 130, que é o valor referente ao Bolsa Família. O auxílio emergencial foi encerrado oficialmente em 29 de dezembro de 2020. Mãe de dois filhos, ela vive em São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal, e faz “bicos” de diarista, mas viu a demanda reduzir drasticamente por causa da pandemia. “Meu filho mais novo nasceu no meio da pandemia, então também por causa disso eu não podia trabalhar. O auxílio ajudava muito porque agora a gente depende da ajuda de familiares para completar a renda, às vezes peço um leite emprestado à vizinha e assim a gente vai. Meu marido está na mesma situação porque ele faz ‘bicos’, mas na pandemia ficou muito difícil. Tem dia que ele consegue uns serviços, ganha uns R$ 30 e assim a gente vai”, disse.
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em 01/01/1970 - 12:01
