Secretaria Municipal de Saúde devolveu lote de vacinas por não reconhecer presença da população indígena na capital potiguar. - 03/03/2021

MPF recomenda que Natal realize vacinação de povos indígenas

Por G1 RN

MPF recomenda que SMS realize vacinação de povos indígenas em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

MPF recomenda que SMS realize vacinação de povos indígenas em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O Ministério Público Federal recomendou à Secretaria Municipal de Saúde de Natal a destinação imediata de vacinas contra a Covid-19 aos povos indígenas que vivem na capital potiguar. São cerca de 80 famílias, incluindo 28 venezuelanas da etnia Warao abrigadas. Segundo o MPF, a SMS devolveu as doses destinadas aos indígenas, alegando desconhecer sua presença no município, desrespeitando diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde Pública do RN (Sesap). 

Foi concedido o prazo de 48 horas para retratação da SMS Natal e adoção de providências. O MPF reforçou que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina Contra a Covid-19, do Ministério da Saúde, incluiu as populações indígenas no grupo prioritário da fase 1 de vacinação por serem consideradas de elevada vulnerabilidade social. 

"Não cabe aos governos federais, estaduais ou municipais deixar de reconhecer a identidade dos povos indígenas, sobretudo utilizando disso como argumento para negar a efetivação de seus direitos específicos, devendo, pelo contrário, respeitar sua autoidentificação e a suas instituições representativas e empreender esforços para implementação das políticas públicas necessárias à garantia de seus direitos", ressalta o documento assinado pelos procuradores da República Camões Boaventura e Victor Mariz. 

Os indígenas começaram a ser vacinados contra a Covid-19 na última sexta-feira (26), no Rio Grande do Norte. Nesta primeira etapa, oito municípios foram contemplados: Goianinha, Baía Formosa, Assu, Apodi, João Câmara, Jardim de Angicos, Macaíba e Natal. A capital potiguar, porém, não utilizou as doses por não reconhecer população indígena no seu território, o que foi rebatido pela Sesap, provocando a medida do MPF. 

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Comentários

disse:

em 01/01/1970 - 12:01